Inflação em Belém desacelera em junho, aponta IBGE
A prévia da inflação na capital paraense registrou alta de 0,42% em junho, conforme os dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número indica uma desaceleração significativa em comparação ao mês anterior, quando o índice foi de 0,75%.
O grupo Habitação foi o principal responsável pela pressão inflacionária, com aumento de 1,85% nos preços durante o mês. Saúde e Cuidados Pessoais também mostraram alta expressiva, de 0,89%, seguidos de Vestuário, que subiu 0,67%. Outros segmentos como Despesas Pessoais, Educação e Comunicação apresentaram variações positivas, embora menores, com 0,23%, 0,15% e 0,15%, respectivamente.
Setores que frearam a inflação em Belém
Apesar da alta em diversos grupos, alguns setores contribuíram para conter o avanço dos preços. Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,13%, enquanto Transportes recuou 0,09%, ajudando a equilibrar o índice inflacionário na capital.
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Esse cenário reflete uma perda de força da inflação em Belém, mas mantém os custos da habitação e saúde como os principais desafios para o orçamento das famílias locais. O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, mede a variação dos preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.
Contexto nacional da inflação em junho
No Brasil, a prévia da inflação oficial também apresentou desaceleração em junho, com alta de 0,41%, segundo o IPCA-15 divulgado pelo IBGE. Essa taxa ficou 0,21 ponto percentual abaixo do registrado em maio, que foi de 0,62%.
Os grupos Alimentação e Bebidas (0,74%) e Habitação (0,72%) foram os principais impulsionadores da inflação nacional no período, somando cerca de 66% da alta total. O IPCA-15 acumulou aumento de 3,45% no ano e 4,8% nos últimos 12 meses, ligeiramente acima dos 4,64% do período anterior.
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Fonte: aquiribeirao.com.br
Apesar da continuidade da pressão nos preços da habitação, o ritmo de alta desacelerou de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A alimentação no domicílio também perdeu força, caindo de 1,73% para 0,87% no período.
Entre os alimentos, destacaram-se as fortes altas da batata-inglesa (29,42%) e do tomate (17,27%). Por outro lado, o café moído teve redução de preço em 3,69%, assim como as frutas, que caíram 0,96%. O grupo Transportes apresentou variação negativa de 0,03% em junho.
Esses dados refletem um cenário de moderação na inflação, ainda que os custos essenciais continuem a desafiar o poder de compra das famílias, tanto em Belém quanto no restante do país.
