Iniciativa investe R$ 17 milhões em organizações sociais da Região Norte
O Pará está entre os estados beneficiados pelo programa Periferias Fortes Norte, que destinará R$ 17 milhões para fortalecer organizações sociais que atuam em comunidades periféricas. O lançamento aconteceu em Belém, no dia 1º, e abriu as inscrições para selecionar até 82 entidades do Pará, dos demais estados da Região Norte e do Maranhão. O programa é uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Instituto Phi e o Instituto Phomenta.
Coordenado pelo BNDES, o programa vai selecionar Organizações Sociais de Periferia (OSPs) de pequeno e médio porte, oferecendo capacitação, mentorias e acompanhamento técnico por dois anos. Além disso, as organizações terão apoio financeiro que pode chegar a R$ 100 mil para as de pequeno porte e até R$ 300 mil para as médias. O edital também contempla coletivos que ainda não possuem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que receberão suporte para formalização.
Escassez de recursos é desafio para a maioria das organizações
A iniciativa surgiu para ampliar a capacidade das organizações locais em acessar investimentos e garantir sustentabilidade institucional. Um levantamento do Instituto Phomenta, intitulado “Desafio das Organizações da Sociedade Civil”, revelou que 86% das 403 instituições pesquisadas enfrentam a falta de recursos financeiros como o maior obstáculo. Na Região Norte, esse percentual sobe para 92%.
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Além disso, 30% das organizações apontaram dificuldades para medir o impacto de suas ações, enquanto 29% relataram entraves administrativos e burocráticos. A conciliação entre atividades profissionais e o trabalho na organização também foi destacada como um desafio por 25% das entidades, números que na Região Norte chegam a 36%, 52% e 16%, respectivamente.
Fortalecimento da gestão e ampliação do impacto social
O programa visa fortalecer a gestão das organizações e ampliar sua atuação nos territórios periféricos. Segundo Rodrigo Cavalcante, Diretor Executivo do Instituto Phomenta, o objetivo é descentralizar recursos e apoiar organizações pequenas para que continuem gerando impacto. Ele destaca que a Região Norte concentra 12,1% da população brasileira, mas apenas 9% das organizações formalizadas do país, o que evidencia uma lacuna que o programa busca preencher.
Além dos recursos financeiros, 52% das entidades da região enfrentam dificuldades administrativas e burocráticas, enquanto 36% têm problemas para medir o impacto de suas ações.
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Capacitação e bolsa de incentivo para lideranças
Durante os dois anos de duração do programa, as organizações selecionadas participarão de formações em gestão, captação de recursos, comunicação, transparência, prestação de contas e voluntariado. Ao final, cada instituição deverá elaborar um plano de desenvolvimento institucional que poderá ser financiado pelo programa.
Para garantir a participação das lideranças, o Periferias Fortes Norte oferece uma bolsa de incentivo de até R$ 8 mil por representante. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, reforça que o desenvolvimento do Brasil passa pelas periferias, que possuem potencial econômico e comunitário significativo. Ele destaca o papel do BNDES em ajudar essas iniciativas a ganharem escala, gerando renda e inclusão produtiva onde mais se necessita.
