MPPA acompanha obras e monitora área protegida em Belém
Após o asfalto ceder na avenida Liberdade, uma vistoria técnica realizada nesta terça-feira (7) avaliou o andamento das obras de recuperação da via em Belém, além de analisar possíveis impactos ambientais na Área de Proteção Ambiental (APA) Belém. A ação integra o monitoramento do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Tutelas Coletivas do Meio Ambiente e Urbanismo da Região Metropolitana.
O Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (Gati), formado por profissionais como engenheiro civil, bióloga, geógrafa e geólogo, utilizou drones para sobrevoar as áreas próximas à avenida. O objetivo foi identificar pontos de supressão vegetal e áreas com risco ambiental. Além disso, a equipe vistoriou os trechos da via que cederam em 28 de junho.
Levantamento técnico e medidas de proteção ambiental
No local, foram observadas obras de reforço do solo e a construção de um desvio provisório para garantir o andamento das intervenções. Durante a inspeção, a equipe também mapeou as passagens de fauna e os recursos hídricos no entorno da rodovia. Esses dados serão compilados em um relatório técnico a ser enviado à promotoria responsável.
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O promotor de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo, Marco Aurélio Lima, destacou que essa vistoria integra ações para preservar o meio ambiente e recuperar áreas degradadas. “Nossa equipe acompanhou as obras na avenida Liberdade e usou drones para mapear pontos críticos de desmatamento na APA Belém. Essa região é protegida e o Ministério Público fiscaliza para evitar ocupações ilegais”, afirmou.
Proteção da Área de Proteção Ambiental Belém
Além de fiscalizar a recuperação da avenida, o MPPA mantém o monitoramento da APA Belém, criada em 1993 para proteger mananciais que abastecem a Região Metropolitana, como os lagos Bolonha e Água Preta. O órgão também conduz procedimento administrativo para prevenir ocupações irregulares e crimes ambientais, diante de tentativas anteriores de invasão e supressão vegetal.
O promotor reforçou que o Ministério Público já acionou órgãos de segurança pública para evitar novas invasões na unidade de conservação. “Temos um procedimento administrativo em curso e, caso ocorram novas invasões, solicitamos apoio das polícias Militar e Civil para medidas cabíveis. Monitoramos permanentemente a área para impedir danos ambientais”, explicou.
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Marco Aurélio Lima ressaltou que o levantamento técnico será essencial para futuras ações de recuperação ambiental. “A equipe realiza o mapeamento necessário para embasar medidas como o reflorestamento das áreas desmatadas”, concluiu.
