Queda no IPCA-15 em Belém reflete recuo nos preços de Alimentação e Bebidas
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,06% em julho, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). No entanto, em Belém, o indicador apresentou queda de 0,22%, puxada principalmente pelo desempenho do setor de Alimentação e Bebidas, que recuou 1,79% no mês.
Além da alimentação, outros segmentos também tiveram redução de preços na capital paraense: Vestuário e Comunicação caíram 0,07% cada, enquanto Educação registrou baixa de 0,06%. Já os grupos de Habitação, Transporte, Saúde e Cuidados Pessoais, Artigos de Residência e Despesas Pessoais tiveram elevação nos preços, com destaque para Habitação, que subiu 0,80%, impactando diretamente o custo de vida na cidade.
Desaceleração nacional e destaque para energia elétrica residencial
No cenário nacional, o IPCA-15 desacelerou em relação a junho, quando o índice foi de 0,41%. A alta de 0,06% ficou abaixo das expectativas dos economistas consultados pela Reuters, que previam 0,20%. O resultado acumulado é de 3,51% no ano e 4,52% em 12 meses.
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O grupo de Habitação foi o maior responsável pela alta do IPCA-15 no Brasil, com avanço de 0,97%, impulsionado principalmente pelo aumento de 3,03% na conta de energia elétrica residencial, que teve o maior impacto individual no índice em julho. Outros grupos com alta foram Saúde e Cuidados Pessoais (0,28%), influenciado por produtos de higiene pessoal, e Transportes (0,11%), afetado pela elevação de 11,70% nas passagens aéreas.
Por outro lado, Alimentação e Bebidas, que havia sido um dos principais motores de alta no mês anterior, registrou queda de 0,66% devido à redução dos preços da alimentação no domicílio.
Variações por grupo em Belém e no Brasil
No Brasil, os principais grupos tiveram as seguintes variações em julho: Alimentação e Bebidas (-0,66%), Habitação (0,97%), Artigos de Residência (0,19%), Vestuário (-0,33%), Transportes (0,11%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,28%), Despesas Pessoais (0,08%), Educação (-0,04%) e Comunicação (-0,02%).
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Em Belém, a variação foi: Alimentação e Bebidas (-1,79%), Habitação (0,80%), Artigos de Residência (0,32%), Vestuário (-0,07%), Transportes (0,52%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,48%), Despesas Pessoais (0,06%), Educação (-0,06%) e Comunicação (-0,07%).
Esses dados mostram como diferentes setores impactam diretamente o custo de vida na capital paraense, com quedas em itens essenciais como alimentos e aumentos em serviços básicos como habitação e transporte.
