Faturamento em alta e liderança na arrecadação da CFEM
O setor mineral do Pará registrou crescimento de 8,4% no faturamento no primeiro semestre de 2026, alcançando R$ 52,2 bilhões. O valor supera os R$ 48,1 bilhões do mesmo período de 2025 e representa 34,6% de toda a receita mineral do Brasil, colocando o Pará na segunda posição nacional, atrás apenas de Minas Gerais. Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM) e foram compilados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Entre os municípios paraenses, Canaã dos Carajás se destaca com a maior arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), registrando R$ 660 milhões entre janeiro e junho de 2026. Esse valor é superior aos R$ 608 milhões do mesmo período em 2025. Parauapebas ficou em segundo lugar, com R$ 385 milhões arrecadados, uma redução em relação aos R$ 405 milhões do primeiro semestre de 2025.
Marabá apresentou uma expressiva evolução, saltando de R$ 76 milhões em 2025 para R$ 227 milhões em 2026, ocupando a terceira posição nacional. Curionópolis também obteve crescimento, alcançando R$ 60 milhões, contra R$ 28 milhões no ano anterior. No comparativo nacional da CFEM, o Pará representou 39,2% da arrecadação, ficando atrás apenas de Minas Gerais, responsável por 44,4%.
Panorama do faturamento mineral no Brasil
Em nível nacional, o faturamento do setor mineral chegou a R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 8,2% sobre os R$ 139,2 bilhões do mesmo período em 2025. Minas Gerais lidera o ranking com R$ 57,6 bilhões, equivalente a 38,2% do total nacional, embora tenha registrado crescimento mais modesto de 4,3%.
Outros estados também tiveram desempenho positivo. A Bahia faturou R$ 7,5 bilhões, crescimento de 11,2%, enquanto Goiás registrou alta de 11%, chegando a R$ 6,1 bilhões. Mato Grosso apresentou o maior avanço percentual, com 27,9%, elevando seu faturamento para R$ 5,5 bilhões. São Paulo foi o único estado em destaque a registrar queda, com recuo de 1%, mantendo R$ 5,2 bilhões no período. Os demais estados, agrupados na categoria “Outros”, aumentaram seu faturamento em 18,4%, para R$ 16,7 bilhões.
Exportações e balança comercial mineral
As exportações do setor mineral brasileiro somaram cerca de 196,2 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, um aumento de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025. Em valores, o montante chegou a aproximadamente US$ 25,1 bilhões, crescimento expressivo de 24,1%. O minério de ferro foi o principal produto exportado, representando 53,6% do total.
O saldo da balança comercial mineral atingiu US$ 20,3 bilhões, o que corresponde a 48% do saldo total da balança comercial brasileira, que fechou em US$ 42,36 bilhões no período. A China foi o principal destino das exportações minerais, recebendo 70,1% das exportações em toneladas. Entre as importações, os Estados Unidos lideram como origem, seguidos por Canadá, Rússia e Austrália, com 18,9%, 15,2%, 12,7% e 11,6%, respectivamente.
