Trufas que valorizam a biodiversidade amazônica
Com uma produção que alcança até 40 mil unidades mensais, as trufas da loja Doce Pará conquistam espaço significativo no Aeroporto Internacional de Belém. Desenvolvidas pelo casal Rejane Nascimento e Geraldo Gaia, os bombons, que variam em cerca de 30 sabores inspirados na riqueza natural da Amazônia, respondem por até 15% do faturamento das lojas localizadas no terminal.
Entre as opções, o cupuaçu se destaca como o sabor preferido dos consumidores, seguido por combinações que misturam ingredientes típicos da região, como castanha-do-pará, açaí com tapioca, bacuri e até cupuaçu com pimenta. A iniciativa que começou como uma forma de ajudar nas despesas da faculdade hoje se tornou uma forma eficaz de apresentar o Pará para turistas locais e de outras cidades brasileiras, como Brasília e Macapá.
Desafios e estratégias para o crescimento
Geraldo Gaia relembra que o maior obstáculo foi iniciar o empreendimento sem garantias de sucesso, conciliando a rotina com os estudos e a família. A confiança no projeto e a fé foram fundamentais para superar as incertezas iniciais. O impulso para ampliar o alcance dos produtos veio com a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), sediada em Belém, que abriu portas para apresentar a biodiversidade amazônica a visitantes de diversas partes do Brasil e do mundo.
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O casal vislumbrou a possibilidade de outras empresas e aeroportos adotarem a ideia de levar os sabores amazônicos para além do Pará, promovendo a região em escala nacional e internacional. Essa visão resultou na expansão dos produtos para aeroportos como os de Macapá e Brasília, onde turistas buscam por itens que representem a identidade regional.
Sabores regionais que conquistam o mercado
Os trunfos da Doce Pará estão na valorização dos ingredientes naturais e regionais, que conferem um diferencial importante à marca. Além do cupuaçu, que lidera as vendas tanto em Belém quanto em outras cidades, a linha inclui combinações aromáticas como cupuaçu com castanha-do-pará, bacuri com castanha, açaí com tapioca e até cupuaçu com queijo.
Rejane destaca que, mesmo em Brasília, onde a fruta ainda é pouco conhecida, o cupuaçu é o favorito entre os consumidores. Em Belém, cada bombom custa R$ 6 e é o produto mais vendido nas lojas, superando outros artigos típicos da região, como farinha, pimentas e biscoitos.
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Produção local e impacto econômico
O casal mantém a produção de trufas em uma fábrica própria que segue rigorosamente os padrões de higiene e normas sanitárias. A fabricação diária chega a aproximadamente 2 mil unidades em dias úteis, totalizando entre 30 mil e 40 mil trufas por mês, com picos de demanda durante períodos de férias.
Geraldo reforça que o sucesso das trufas se deve à valorização do sabor da fruta amazônica, mais do que do chocolate em si. Essa escolha estratégica reflete no desempenho do produto, que representa entre 10% e 15% do faturamento das lojas. “A gente costuma vender tudo o que a gente produz”, afirma o empreendedor.
