Exposição reúne arte e reflexões sobre mudanças climáticas na Amazônia
O Centro Cultural João Fona abriu suas portas nesta segunda-feira (17) para a II exposição de arte do patrimônio cultural da Amazônia. Com 10 obras de artistas paraenses, a mostra apresenta diferentes perspectivas sobre o patrimônio cultural material e imaterial da região, além de trazer à tona as mudanças provocadas pelas alterações climáticas na Amazônia. A visitação é gratuita e segue até 30 de setembro.
Arte e emergência climática em diálogo com a cultura regional
Esta segunda edição aproxima a produção artística das discussões sobre a emergência climática e seus impactos no território amazônico, na qualidade de vida da população e na preservação do patrimônio cultural. Por meio de diversas linguagens e pontos de vista, cada artista expressa sua interpretação das transformações ambientais que afetam a região.
Francielly Sá, coordenadora da exposição, ressalta essa conexão entre arte e realidade local: “A arte nos convida a olhar para nosso território e as mudanças ao redor de forma única. Cada artista traz sua percepção e juntos constroem o diálogo que a exposição propõe”.
Seleção e diversidade territorial valorizam a mostra
As obras foram escolhidas por edital e avaliadas por uma comissão de três curadores. O projeto recebeu inscrições de vários municípios do Pará, selecionando trabalhos de artistas de Santarém, Itaituba, Oriximiná, Abaetetuba e Salinópolis, ampliando a diversidade da representação territorial.
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Curador da exposição, Anderson Pereira destaca o cuidado no processo: “Selecionamos as obras que melhor dialogam com a proposta e que apresentam diferentes possibilidades para pensar o patrimônio cultural e as mudanças vividas. Os artistas dão forma à exposição com sua criatividade e interesse em discutir essas questões”.
Acessibilidade e interação com o público na abertura
A abertura reuniu artistas, produtores culturais e o público de Santarém para conhecer as obras selecionadas. O evento contou com interpretação em Libras, audiodescrição, textos ampliados, apoio à mobilidade e materiais em braille, ampliando o acesso para pessoas com deficiência.
Além disso, houve entrega simbólica da premiação aos artistas e uma visita guiada, que proporcionou ao público um contato mediado com as diversas linguagens e perspectivas da mostra.
Reflexão cultural e acesso ampliado
Para a produtora cultural Mayara Sá, as obras são um convite à reflexão sobre o contexto e as transformações do território: “É fundamental que o conteúdo alcance diferentes públicos e que a exposição seja acessível para que mais pessoas possam participar dessa discussão”.
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Durante o período da exposição, será lançado um catálogo digital com informações sobre as obras e os artistas, ampliando o acesso e registrando a produção artística apresentada.
Continuidade e relevância da iniciativa
Realizada pela primeira vez em 2023, a Exposição de Arte do Patrimônio Cultural da Amazônia contribui para a valorização do patrimônio regional e para o estímulo à produção artística paraense. Nesta segunda edição, a relação entre arte, patrimônio e meio ambiente ganha ainda mais destaque.
A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, enfatiza essa conexão: “Cultura, patrimônio e meio ambiente estão ligados. Por meio da arte, valorizamos nossos artistas e refletimos sobre as transformações da Amazônia, fortalecendo o olhar da sociedade para a preservação dos territórios e modos de vida que definem nossa identidade”.
Detalhes da exposição e público-alvo
A II Exposição de Arte do Patrimônio Cultural da Amazônia é viabilizada pelo Edital de Chamamento Público nº 002/2025 – Fomento à Criação de Projetos Culturais, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Destinada a artistas, professores, estudantes, acadêmicos, pesquisadores, servidores públicos, turistas e o público em geral, a mostra permanece aberta e gratuita até 30 de setembro no Centro Cultural João Fona, em Santarém.
