Protestos e paralisação nas agências bancárias de Belém
Na manhã desta quinta-feira (20), bancários do Pará aderiram a uma mobilização nacional e realizaram protestos em diversas agências bancárias do centro de Belém. Uma das principais manifestações ocorreu em frente ao Banco do Estado do Pará (Banpará), situado na avenida Presidente Vargas, bairro da Campina. Além do Banpará, outras agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil também permaneceram fechadas durante a paralisação, afetando o atendimento ao público. Clientes que buscaram serviço nesses locais encontraram as portas fechadas, resultado da adesão dos colaboradores à greve.
Reivindicações da categoria e cenário das negociações
O Sindicato dos Bancários no Pará informou que a categoria cobra um reajuste salarial com 5% de aumento real, além da valorização de benefícios como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação e vale-refeição. Os trabalhadores destacam que os banqueiros ainda não apresentaram proposta de ganho real. Em 2025, o patrimônio líquido do setor financeiro alcançou R$ 1,2 trilhão, segundo dados da categoria, o que reforça o argumento por melhores condições.
Além da questão salarial, os bancários exigem o fim das metas abusivas e a manutenção do formato atual da PLR, que inclui percentual do salário, parcela fixa e adicional. Eles também reivindicam a preservação dos direitos já conquistados, a continuidade da mesa única de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho para toda a categoria, a defesa do emprego bancário e dos bancos públicos. Outro ponto importante é a cobrança por uma distribuição mais justa dos ganhos proporcionados pela tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho e a garantia da privacidade dos funcionários.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
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Fonte: londrinagora.com.br
Liminar do Banpará e dificuldades na mobilização
Na quarta-feira (19), o Banpará obteve uma liminar que impunha a exigência de funcionamento de 90% do banco durante a paralisação. Conforme relato dos bancários, essa medida é considerada ilegal pela categoria, que afirma que o percentual correto para operação mínima é de 30%. A limitação comprometeu a adesão ao movimento, reduzindo significativamente o número de participantes no ato.
Negociações específicas com Banpará e Banco da Amazônia (Basa)
As negociações locais também avançam. No Banco da Amazônia (Basa), a quinta rodada abordou a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026, revelando que as metas do primeiro trimestre não foram atingidas. Por isso, não haverá distribuição do benefício neste momento, decisão que foi rejeitada pelas entidades sindicais.
No Banpará, cinco rodadas de negociação já ocorreram, com avanços destacados. Na última reunião, realizada em 12 de agosto, foram discutidos o adicional de qualificação profissional, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a finalização do texto do Vale-Cultura.
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Fonte: edemossoro.com.br
A qualificação profissional no banco é atualmente oferecida por meio do Programa de Desenvolvimento Educacional do Banpará (PDEB). Como alternativa, o banco propôs um adicional de qualificação profissional, com pagamento previsto para começar em 1º de janeiro de 2027. Esse benefício será pago durante toda a vida funcional do empregado e considerará remuneração, anuênio e reflexos legais. O adicional será concedido para cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), desde que estejam alinhados com as áreas estratégicas do banco e com a atuação do funcionário, de forma não cumulativa.
Contexto nacional das negociações e adesão à paralisação
Em âmbito nacional, as negociações entre a categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) começaram em 2 de julho. Desde então, sete reuniões foram realizadas em São Paulo. A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, integra o Comando Nacional dos Bancários, que representa a categoria nessas negociações.
Na terça-feira (18), ocorreu a oitava rodada de negociação com a Fenaban. A mobilização para a paralisação do dia 20 no Pará foi aprovada por mais de 93,56% dos bancários do estado, em resposta à rejeição da última proposta apresentada pelos bancos. A greve e os protestos refletem o descontentamento com a falta de avanços nas negociações e a busca por melhores condições de trabalho e remuneração para a categoria.
