Filtros de barro e moringas: tradição e utilidade no dia a dia
No coração do centro histórico de Belém, utensílios domésticos que parecem pertencer a outra época continuam firmes nas prateleiras e na preferência dos consumidores. Filtros de barro, moringas e outros objetos de cerâmica e esmalte resistem à modernidade, mantendo um espaço importante no comércio local.
Paulo Franco, vendedor de uma loja em frente ao Complexo do Ver-O-Peso, revela que o filtro de barro é um dos produtos mais vendidos. A explicação está na percepção dos moradores sobre a qualidade da água na cidade. “Devido à qualidade da água, que costuma apresentar impurezas, o filtro de barro e a moringa são muito procurados. Temos uma demanda constante e significativa”, diz ele.
A moringa, tradicional recipiente para armazenar água, também segue em alta. O aumento no preço desses produtos está relacionado à valorização do artesanato local. Atualmente, o filtro de barro custa cerca de R$ 160, enquanto a moringa é vendida por aproximadamente R$ 90.
Bules e canecas de esmalte despertam nostalgia e funcionalidade
Entre os objetos que surpreendem os clientes está o bule de esmalte. Mais do que um utensílio, ele representa uma ligação afetiva com o passado, especialmente para consumidores mais velhos. “O bule de esmalte chama a atenção do pessoal mais antigo, que busca essa peça por lembrança familiar”, comenta Franco.
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Fonte: acreverdade.com.br
O vendedor relata que muitos clientes chegam à loja com relatos como “Eu me lembro da minha avó” ou “Minha avó pediu e eu vim atrás”. Além da função prática de manter a bebida quente, o bule combina com canecas de esmalte, que também são oferecidas na loja. “Levar o bule com a caneca dá um toque rústico e tradicional na cozinha”, explica.
O lampião mantém relevância entre consumidores do interior e idosos
Outro item que permanece no mercado é o lampião, bastante procurado por pessoas mais velhas e moradores do interior do Pará. “O lampião é muito vendido, especialmente para quem vive em regiões onde a iluminação elétrica ainda é limitada”, destaca Franco.
O uso do lampião está ligado à rotina desses consumidores, que precisam de fontes confiáveis de luz em situações de escuridão. Vendido por cerca de R$ 70, o lampião complementa a lista de objetos que resistem à passagem do tempo no comércio local.
Valorização dos utensílios de esmalte chama atenção dos consumidores
Mesmo sendo itens tradicionais, os utensílios de esmalte sofreram aumento de preço que surpreende até os clientes habituais. Franco comenta: “Embora seja um material antigo, o esmalte valorizou bastante. Um bule pode chegar a R$ 130, e até quem conhece o produto estranha o valor, pois antigamente era muito mais barato”.
Além do bule, vasilhas de esmalte custam entre R$ 60 e R$ 67, enquanto canecas são comercializadas por cerca de R$ 70. Esses valores refletem a combinação entre a tradição, a produção artesanal e a demanda que permanece ativa no mercado local.
Esses utensílios antigos, longe de serem apenas peças de decoração, continuam exercendo papel prático na vida das pessoas. Eles traduzem um mercado que une tradição, necessidade e valorização do artesanato, impactando diretamente o bolso e o consumo em Belém.
