O Casarão e sua História na Noite de Belém
Na avenida Portugal, bem no coração da Cidade Velha, em Belém, um casarão ao lado do Palácio Antônio Lemos guarda lembranças da boate Chuá, conhecida como a casa da luz vermelha. Durante as décadas de 1990 e 2000, esse espaço se destacou como um dos locais de entretenimento adulto mais lembrados da capital paraense. Até hoje, desperta curiosidade entre quem viveu aquele período ou ouviu histórias sobre o lugar.
Revival nas Redes Sociais e Memórias Compartilhadas
O imóvel voltou a ser assunto recentemente, quando um vídeo publicado pelo canal @nostalgiabelém nas redes sociais trouxe à tona essa lembrança. O autor da gravação destacou o renome do local e convidou os seguidores a relembrar se tiveram coragem de entrar na boate na época. A postagem rapidamente se transformou em um espaço para compartilhar memórias, com relatos que vão desde a primeira visita ao estabelecimento até episódios que parecem saídos de uma comédia.
Relatos Inusitados e Cenas da Boate
Um dos internautas contou uma situação curiosa: após uma confusão com uma das mulheres que trabalhavam na boate, precisou descer uma escadaria de costas, enquanto um táxi aguardava na frente. Segundo o relato, o motorista comentou que a maioria dos taxistas da região tinha parceria com as profissionais do local, o que deu um tom ainda mais inusitado ao episódio.
Outro frequentador recordou o ambiente da boate por volta de 2000 ou 2001. Ele descreveu o lugar sempre lotado, com apresentações de striptease a cada dez minutos, música alta e muita fumaça de cigarro. As dançarinas usavam meias nos braços, onde o público deixava dinheiro durante os shows, com valores que iam de R$ 1 a R$ 5, embora notas maiores também fossem comuns. O mesmo relato mencionou um homem que narrava as apresentações, um personagem que, segundo ele, tornava o local um verdadeiro “inferninho”.
Memórias de Família e Amizades na Boate
Além das cenas divertidas, surgiram lembranças que misturam família e amigos. Um internauta revelou que seu pai o levou à boate aos 12 anos, acompanhando a história com risadas e um convite para imaginar o que aconteceu em seguida. Outro comentou sobre a primeira visita com colegas do quartel, destacando detalhes como a escadaria com tapetes vermelhos e uma música de Franquito Lopez tocando ao fundo, encerrando a lembrança com uma expressão de medo.
Além do Chuá, os comentários também trouxeram à tona a antiga boate Saideira, reforçando que a noite paraense tinha diversos pontos de encontro marcantes no centro comercial de Belém.
O Legado do Casarão na Cena Cultural Local
Em meio a risadas, nostalgia e relatos curiosos, o casarão da avenida Portugal segue despertando perguntas sobre aqueles tempos em que a noite do centro comercial era palco de encontros que hoje fazem parte da memória coletiva da cidade. A boate Chuá permanece como um símbolo de uma época específica da vida noturna em Belém, convidando quem viveu para lembrar e quem não viveu para conhecer mais dessa história.
