35 Anos de Memória e Cultura em Santarém
O Centro Cultural João Fona completou 35 anos nesta quinta-feira (27), consolidando-se como um dos principais guardiões da história e da cultura de Santarém. A celebração reuniu artistas, autoridades, pesquisadores e moradores, transformando o local em um ponto de encontro para manifestações artísticas e troca de experiências. A programação contou com música ao vivo, dança e momentos de confraternização, reafirmando a importância do espaço para a vida cultural da cidade.
Ritmos regionais e tradições em destaque
O início da festa foi marcado pelo som do cantor Caboquinho e da Banda Base Muiraquitã, que apresentaram um repertório instrumental mesclando música popular brasileira e ritmos típicos da região, em especial os que refletem a identidade santarena. Logo depois, o público se uniu para cantar parabéns ao som do carimbó, ritmo emblemático da região, seguido pela partilha do bolo, que simbolizou a união da comunidade em torno da preservação cultural.
“Este espaço é fundamental para todos, principalmente para as crianças. Trata-se de uma história construída por muitas mãos e que segue crescendo na valorização da memória local. O Centro Cultural João Fona atua como ferramenta de transformação social, formando pessoas e reafirmando seu papel cultural em Santarém”, comentou a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, durante a celebração.
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Fonte: diariofloripa.com.br
História viva nas paredes do centro cultural
Batizado em 1991 em homenagem ao artista plástico João Fona, figura marcante na cena cultural santarena, o centro abriga um valioso acervo museológico que inclui peças históricas, obras de arte e fragmentos que narram a trajetória da região. O prédio, construído no século XIX, antecede o auge do ciclo da borracha e preserva em sua estrutura a memória política, social e cultural da cidade.
Segundo a historiadora Terezinha Amorim, que acompanhou o processo de resgate histórico do espaço, o local já serviu como Câmara Municipal, sede do Poder Judiciário, Prefeitura e secretarias de Cultura e Turismo. “A construção do prédio demandou diálogo, pois a cidade se estendia até o morro da Fortaleza, uma área de difícil acesso. Muitos trabalhadores chegavam de canoa. Hoje, o centro é um verdadeiro guardião da memória de Santarém, conectando passado e presente.”
Formação e aproximação com a comunidade
Para o diretor do Centro Cultural João Fona, Marivaldo Carrera, o espaço tem um papel fundamental na educação e no fortalecimento do vínculo da população com sua história e patrimônio. De janeiro a agosto, as visitas escolares representam a maior parte do público, com alunos do ensino fundamental e médio participando de oficinas e atividades que envolvem cerâmica e arqueologia.
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Fonte: daquibahia.com.br
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Fonte: curitibainforma.com.br
“Recebemos também visitantes locais e de outras regiões. Nosso compromisso é formar e mostrar que o centro é um espaço onde a sociedade pode se reconhecer e explorar sua própria história”, afirmou Carrera.
Patrimônio vivo que segue construindo histórias
Ao completar 35 anos, o Centro Cultural João Fona reafirma sua vocação para além do acúmulo de objetos e documentos. É um lugar onde a memória é vivida e compartilhada entre gerações, mantendo um diálogo constante com o presente. Assim, o espaço contribui para a construção contínua da identidade cultural de Santarém, garantindo que suas histórias permaneçam ativas e acessíveis para o futuro.
