Mineração impulsiona economia paraense no primeiro semestre
O Pará confirmou sua força no setor mineral nos primeiros seis meses de 2026. As exportações de produtos minerais somaram US$ 8,67 bilhões, um salto de 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho superou o crescimento geral das exportações do estado, que avançou cerca de 18%, reforçando o papel da mineração como motor econômico regional.
Segundo o levantamento do Pará (SIMINERAL), que compilou dados oficiais da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério do Trabalho e Emprego, a mineração passou a representar 66,7% das vendas externas do Pará. Além disso, o estado respondeu por 34,6% das exportações minerais brasileiras, consolidando sua posição de destaque no cenário nacional.
O cobre dá novo impulso às exportações
O minério de cobre chamou atenção pelo crescimento expressivo de 75,3% nas exportações, totalizando US$ 2,68 bilhões no semestre. O aumento ocorreu tanto pela maior quantidade exportada, que cresceu 20,3%, quanto pela valorização do preço médio internacional, que subiu 45,7%. Esse desempenho reforça a relevância do Pará como fornecedor estratégico desse mineral fundamental para a indústria elétrica e tecnologias da transição energética.
Com participação praticamente total nas exportações brasileiras de minério de cobre e concentrados — 99,77% tiveram origem no Pará —, o estado amplia sua influência no mercado global, atraindo investimentos e impulsionando a economia local.
Minério de ferro mantém liderança com valor maior
Embora o cobre tenha registrado avanço notável, o minério de ferro segue como principal produto mineral do Pará. Representou 58,9% das exportações minerais do estado e 68,7% da arrecadação de royalties da mineração (CFEM). O Pará foi responsável por 43,1% das exportações nacionais de minério de ferro não aglomerado, ficando atrás apenas de Minas Gerais.
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Apesar da redução de 2,3% na quantidade exportada, o preço médio do minério subiu 5,8%, resultando em um crescimento de 3,4% no valor total das vendas. Esse equilíbrio mostra a importância contínua do minério de ferro para a economia da região e para a arrecadação pública.
Arrecadação e emprego crescem com impacto direto na economia
A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecida como royalties da mineração, atingiu R$ 1,49 bilhão no primeiro semestre, alta de 3,7% em relação a 2025. O cobre teve papel destacado, com crescimento de 45,8% na arrecadação, chegando a R$ 325,9 milhões, enquanto a arrecadação do minério de ferro caiu 5%.
Os municípios de Canaã dos Carajás, Parauapebas e Marabá lideraram a arrecadação, concentrando a maior parte dos recursos que podem ser aplicados em infraestrutura, saúde e educação, conforme as regras da CFEM. No mercado de trabalho, o saldo foi positivo: foram criados 960 empregos formais na indústria extrativa mineral, um aumento de 61,6% em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando 30.238 trabalhadores com carteira assinada.
Além disso, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) estima que para cada emprego direto no setor, outros dez são gerados em atividades ligadas, como transporte, comércio e serviços, ampliando o impacto econômico da mineração para além dos municípios diretamente envolvidos.
Pará lidera produção nacional de minerais estratégicos
Dados de 2025 revelam que o Pará domina a produção nacional de minerais essenciais. O estado concentrou 92,7% da produção beneficiada de bauxita, matéria-prima do alumínio; 75% da produção de caulim, usado em papel e cerâmica; e 73,5% da produção de cobre. Também responde por 58,4% da produção de manganês e 36,9% do minério de ferro do Brasil.
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Esses números evidenciam a importância do estado no fornecimento de matérias-primas para setores industriais nacionais e internacionais, consolidando o papel da mineração como pilar da economia local.
Mineração impulsiona desenvolvimento e oportunidades no Pará
O relatório do Pará (SIMINERAL) destaca que três minerais concentraram 94,3% das exportações minerais do estado, enquanto a China foi o principal destino, absorvendo 46,6% das vendas. Na arrecadação da CFEM, três municípios responderam por 85,2% dos recursos no Pará.
Para o presidente executivo do SIMINERAL, Emerson Rocha, o crescimento do setor deve ser acompanhado pelo fortalecimento das oportunidades que a mineração oferece à população. Isso inclui geração de empregos, movimentação do comércio e ampliação da cadeia de fornecedores.
O SIMINERAL trabalha para aproximar empresas, governos e sociedade, buscando soluções que garantam o crescimento responsável da mineração no Pará, ampliando sua contribuição para o desenvolvimento regional e a qualidade de vida da população.
