Produção agrícola paraense cresce e reforça liderança na Região Norte
A agricultura do Pará alcançou um faturamento de R$ 38,38 bilhões em 2025, resultado que considera o valor das lavouras temporárias e permanentes, conforme dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho representa um crescimento nominal de 6,7% em relação a 2024, posicionando o Estado como a 9ª maior economia agrícola do país e mantendo sua liderança na Região Norte.
Cadeias produtivas estratégicas impulsionam a economia local
O Observatório do agro paraense, em nota técnica divulgada em setembro de 2026, sistematizou as informações sobre as principais cadeias produtivas do Estado, incluindo açaí, cacau, cupuaçu, mandioca, dendê, abacaxi e o conjunto de grãos composto por soja, milho, arroz e feijão. O Pará lidera nacionalmente a produção de açaí, cacau, cupuaçu, mandioca e dendê, com destaque para o dendê, que representa 97,2% da produção brasileira. O açaí responde por 92,9% e o cupuaçu por 84% da produção nacional.
Esses produtos não são apenas uma importante fonte de renda, mas também se conectam à segurança alimentar e à bioeconomia, valorizando os recursos característicos da Amazônia. A forte presença do Pará nessas cadeias confirma sua relevância no cenário agroindustrial brasileiro.
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Abacaxi e grãos destacam diversificação e valor da produção
O Estado também se destaca nacionalmente na produção de abacaxi, ocupando o segundo lugar em volume e o primeiro em valor da produção. Em relação aos grãos, o conjunto formado por soja, milho, arroz e feijão atingiu 7,22 milhões de toneladas em 2025, com valor de R$ 11,53 bilhões, sendo a cadeia de maior valor no levantamento. Individualmente, o Pará figura na 11ª posição na soja, 10ª no milho, 9ª no arroz e 16ª no feijão.
Pontos de produção e impacto regional
A nota técnica do Observatório também mapeou os principais municípios produtores por cadeia: Igarapé-Miri lidera o açaí; Medicilândia, o cacau; Tomé-Açu, o cupuaçu; Acará, a mandioca; Tailândia, o dendê; e Floresta do Araguaia, o abacaxi. Nos grãos, Paragominas lidera a soja; Santana do Araguaia, o milho; Cachoeira do Arari, o arroz; e Capitão Poço, o feijão. Essa distribuição demonstra a diversidade produtiva e a especialização econômica dentro do Pará.
Carlos Xavier, presidente do Sistema Faepa/Senar, destaca que esse detalhamento territorial é fundamental para orientar políticas públicas, estratégias de mercado e decisões de investimento, considerando as particularidades de cada região no Estado.
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Ampliação das informações agropecuárias para fortalecer o setor
O Observatório do Agro Paraense planeja incorporar esses dados a novos produtos institucionais, ampliando a oferta de informações sobre as cadeias produtivas do Pará. O foco será integrar indicadores como valor e volume da produção, área colhida, produtividade, participação nacional, concentração municipal, distribuição territorial e evolução histórica, oferecendo uma visão completa para apoiar a tomada de decisão no setor agropecuário.
