A Arte e o Legado dos Jogos Indígenas do Xingu
A exposição fotográfica ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’ será inaugurada em 14 de abril de 2026, às 14h, no espaço expositivo Senado Galeria – anexo 1 do Senado Federal, em Brasília. O evento traz à tona obras que retratam o I Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu, realizado em Altamira, no sudoeste do Pará. Sob a curadoria do fotógrafo e cineasta paraense Alexandre Baena, a mostra explora o universo único dos povos indígenas do Xingu, destacando os jogos esportivos, apresentações culturais e rituais que fazem parte de uma tradição milenar.
A escolha do título “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral” reflete um projeto inovador que visa ultrapassar as barreiras territoriais do Estado, promovendo Altamira e levando a beleza e a força deste evento a diversas partes do Brasil. “Idealizei este projeto em colaboração com o Senador Jader Barbalho, um grande defensor da cultura e do turismo, que reconhece a importância da economia criativa e dos patrimônios culturais do Pará. É uma honra compartilhar a riqueza dos Jogos Indígenas do Xingu em todas as regiões do país, através da minha arte”, destaca Baena.
A mostra tem como principal finalidade fortalecer a identidade dos povos indígenas, preservando suas tradições e promovendo a visibilidade do evento esportivo. Os Jogos Indígenas do Xingu desempenham um papel significativo na cultura paraense, sendo realizados em festivais e celebrações que promovem a integração social e a competitividade saudável entre as comunidades indígenas. Os jogos são uma oportunidade valiosa para todos, incluindo crianças, jovens, adultos e idosos, independentemente do gênero, participarem de atividades que ressaltam seus laços culturais.
“Foi uma experiência incrível conectar-me com as apresentações culturais e as competições repletas de energia e identidade do povo brasileiro. A maioria das atividades ocorreu à noite, e o desafio técnico de capturar a luminosidade que realça minhas telas foi fascinante. O contraste entre a baixa velocidade de captura e a energia pulsante na arena proporcionou imagens que se tornaram verdadeiras pinturas, documentos impressionantes do que foi vivido em Altamira, cidade que abrigou mais de 900 atletas de 14 etnias”, comenta Baena.
As modalidades apresentadas destacaram a força física e as habilidades, tanto individuais quanto coletivas, enraizadas na cultura ancestral. Os participantes competiram em provas como arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo, corrida livre de 100 metros, além de canoagem, futebol e natação. Durante quatro dias, de 17 a 20 de julho de 2025, o evento ocupou a arena montada às margens do rio Xingu, reunindo etnias como Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin do Trincheira Bacajá, Kayapó do Kararaô, Parakanã, Araweté e Juruna. Os Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin e Kayapó Mebêngôkre também participaram como convidados, transformando a arena em um grande ritual ancestral que celebra a vida e a cultura dos povos indígenas.
A exposição de 2026 será a 41ª itinerância de Alexandre Baena pelo Brasil, que já levou a arte indígena a diversos eventos, como a Marujada de Bragança e o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. “Fico imensamente feliz em compartilhar a beleza e a diversidade cultural do nosso país. Cada nova exposição é uma nova oportunidade de acolhimento e descoberta. As reações emocionais das pessoas ao verem minhas obras são o que tornam esta jornada tão especial”, conclui o fotógrafo.
A exposição “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral” começou sua jornada em Curitiba e agora chega ao Senado Federal. Após Brasília, a mostra seguirá para São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Belém do Pará, finalizando em Altamira. O evento conta com o apoio da Prefeitura de Altamira, do Governo do Estado do Pará e de várias instituições, e estará disponível para visitação até o dia 24 de abril de 2026.
