Um marco na cultura e resistência LGBTQIAPN+
Na noite de sábado, 10 de outubro de 2026, véspera do 234º Círio de Nossa Senhora de Nazaré, Belém será palco de uma das celebrações mais significativas do movimento LGBTQIAPN+ no Pará: os 50 anos da Festa da Chiquita. Realizada em frente ao Theatro da Paz, a festa simboliza a resistência e a diversidade das pessoas que lutam por direitos humanos e cidadania.
Com o tema “Festa da Chiquita: 50 anos patrimônio cultural da Humanidade”, o evento destaca a importância cultural do movimento para o Brasil e o mundo. A programação começa na Praça da República, logo após a passagem da Trasladação, uma das procissões emblemáticas que antecedem o Círio de Nazaré.
Patrimônio cultural e celebração popular
A Festa da Chiquita tem reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará, conforme a Lei Estadual nº 9.025, de 17 de março de 2020, além do título de patrimônio imaterial do município de Belém (Lei nº 9.397/2018). O evento também está inserido no contexto de valorização cultural ligada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Este ano, cerca de 5 mil pessoas são esperadas para celebrar meio século de história, cultura e luta. A coordenação da festa destaca a união de duas figuras centrais para a trajetória do evento: a cantora e performer negra Josephine Baker, inspiração para o termo “Chiquita Bacana”, e o sociólogo Luiz Bandeira, idealizador da festa nos anos 1970. Essa combinação originou o símbolo comemorativo do Jubileu de Ouro, que representa o universo da Chiquita como um espaço de fantasia e liberdade, segundo o antropólogo Milton Ribeiro, curador do evento.
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Programação e significados
A recepção do público ficará por conta do grupo Carimbó Selvagem, mantendo a tradição paraense de envolver os participantes com ritmos regionais desde a primeira edição da festa. A programação se divide em duas etapas principais: o Cortejo de Abertura e as apresentações artísticas.
O cortejo, liderado pelo artista Eloi Iglesias, sai do bairro da Campina e conduz o tradicional “Veado de Ouro” até o palco principal. Em seguida, após a passagem da Imagem Peregrina de Nazaré na Trasladação, o palco recebe shows e performances de artistas como Taayan, Agarb, Jotta C, Johann, Raveneta, Scarlety Queen, além dos cantores Álec e Juliana, revelações do programa Estrelas da Casa, da TV Globo. Haverá ainda atrações surpresas.
Eloi Iglesias destaca o valor cultural da festa em plena Amazônia, ressaltando que o momento é de reafirmar cinco décadas de história, resistência e tradição, garantindo respeito e acesso a todas as pessoas nesse espaço de fé e cultura.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
O Troféu Veado de Ouro e homenagens
A entrega da comenda Troféu Veado de Ouro é um dos momentos mais aguardados da festa. Essa premiação reconhece anualmente artistas, intelectuais e autoridades que defendem os direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Para a edição de 2026, estão confirmadas presenças como a cantora Liniker e o ator Alexandre Barilari, que já manifestou seu apoio nas redes sociais.
Com 50 anos de existência, a Festa da Chiquita reafirma seu papel como patrimônio cultural imaterial do Pará e se consolida como um espaço democrático dedicado à liberdade e ao respeito, reafirmando sua importância na cena cultural e social da região.
Serviço
Festa da Chiquita – 50 Anos
Data: 10 de outubro de 2026
Local: Em frente ao Theatro da Paz, Praça da República, Belém (PA)
Horário: Logo após a passagem da Imagem Peregrina na Trasladação
