Festival Psica 2026: Uma Celebração da Cultura Amazônica
Um levantamento inédito revela que aproximadamente 46% do público do Festival Psica provém de fora de Belém. Em 2025, cerca de 34% dos ingressos foram comercializados para visitantes de outros estados, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Amapá, Amazonas e Bahia.
“Temos notado um crescente interesse pela cultura do Norte e pela rica herança da Amazônia. O Psica, em suas 14 edições, tem se dedicado a valorizar essa produção cultural, colocando os artistas em uma posição de destaque. Quando as pessoas olham para o que está acontecendo no Pará, encontram no festival um espaço autêntico para sua vivência”, comenta Gerson Dias, diretor do festival.
O diretor Jeft Dias ressalta a importância de divulgar as datas do evento com antecedência: “Essa estratégia permite que o público se organize melhor, considerando que muitos visitantes de fora esperam esse momento para planejar suas viagens, incluindo passagens e hospedagem. Com isso, conseguimos inserir Belém em um roteiro turístico, o que impulsiona a economia local.”
Além de proporcionar um planejamento mais eficaz para os visitantes, o anúncio das datas ativa o calendário cultural da cidade durante todo o ano. “Quando divulgamos as datas logo no início do ano, inicia-se um ciclo de engajamento. As pessoas começam a comentar sobre o festival ao longo do ano, o que solidifica Belém como um destino atrativo. Aqueles que vêm de longe precisam se organizar com antecedência, impactando diretamente setores como hotelaria, restaurantes e outros serviços”, destaca Jeft.
A magnitude desse movimento se evidenciou em 2025, que registrou a maior edição da história do festival, com a participação de 110 mil pessoas durante três dias. Essa edição também apresentou um crescimento de 25% nas vendas de ingressos e foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Belém. Com mais de 70 atrações, o festival abrangeu uma diversidade musical, do tecnobrega ao carimbó, passando pelo reggae e explorando conexões com o Caribe e a América Latina.
A programação para 2026 preserva uma das características marcantes do festival: a abertura gratuita, programada para o dia 11 de dezembro, no centro histórico de Belém. O evento contará com aparelhagens, radiolas, cortejos e a ocupação das ruas da cidade.
“O primeiro dia é dedicado à ocupação das ruas com a cultura popular e periférica. É uma experiência amazônica intensa, com ritmos como tecnobrega, carimbó e reggae, além de conexões com outros estados e países da Amazônia. Essa é também uma maneira de democratizar o acesso à cultura”, afirma Gerson.
“O Psica é um espaço para todos. Aqui, cabe o Brasil inteiro. Quem vem de perto, quem vem de longe, quem deseja conhecer e quem já faz parte desse movimento. É um convite para vivenciar Belém, a Amazônia e levar essa experiência consigo”, conclui Jeft Dias.
