Gasolina em Belém registra alta significativa em poucos dias
Os moradores de Belém enfrentam um novo aumento no preço da gasolina em menos de uma semana. Em alguns postos da capital paraense, o combustível comum ultrapassou a marca de R$ 7 por litro. Na avenida Duque de Caxias, um estabelecimento que vendia gasolina a R$ 5,85 no início da última semana de julho, já cobra R$ 6,89 na manhã desta quarta-feira (29). No bairro do Marco, outro posto registrou o valor de R$ 6,19 para a gasolina comum. Além disso, variações de preço conforme a forma de pagamento são comuns: gasolina comum custa R$ 6,39 no débito e R$ 6,79 no crédito; já a gasolina aditivada pode chegar a R$ 7,19 no crédito.
Preço médio da gasolina no Pará acompanha tendência de alta
O aumento nos preços em Belém reflete o cenário estadual. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA), o preço médio da gasolina comum no estado subiu de R$ 6,54 para R$ 6,60 por litro entre as semanas de 12 a 18 e de 19 a 25 de julho, um crescimento de 0,92%. O Sindicombustíveis-PA, apesar de não monitorar diretamente os valores cobrados nos postos, atribui essas oscilações às incertezas no mercado internacional do petróleo. Conflitos geopolíticos e variações na cadeia de distribuição influenciam fortemente os preços locais.
Consumidores relatam impacto direto no orçamento e rotina
Para quem depende do combustível no dia a dia, a alta tem peso no bolso. A administradora Thaís Gaspar expressou surpresa ao constatar o aumento no posto onde costuma abastecer. “Vim aqui porque estava mais barato, mas o preço subiu para R$ 6,89. Aumentou R$ 1”, contou. Ela acredita que a instabilidade internacional, especialmente a guerra no Oriente Médio, é um dos fatores por trás dos reajustes e espera que o governo federal encontre alternativas para aliviar o impacto ao consumidor.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Motoristas de aplicativo também sentem as consequências. Fabrício Oliveira destacou que a pesquisa de preços virou parte da rotina para encontrar valores mais acessíveis. “Eu sempre busco o preço mais barato. Esse posto estava a R$ 5,85 e agora subiu para R$ 6,89”, afirmou. O vendedor Adriano Rodrigues também percebeu as oscilações frequentes: “Teve uma queda no preço, mas já aumentou de novo. A gente roda a cidade para achar o melhor preço”.
Por outro lado, o motorista Josimar Brito avaliou que, apesar das variações, os preços atuais ainda são mais baixos que em períodos anteriores. “No governo passado, pagava R$ 6,99 ou R$ 7. Hoje encontro por R$ 5,97 em alguns postos”, comentou.
Diferenças regionais e fatores que pressionam os preços
O Dieese-PA, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), destaca que os preços da gasolina no Pará continuam elevados e apresentam grande disparidade entre municípios. Na semana de 19 a 25 de julho, o litro da gasolina comum variou de R$ 5,97 a R$ 7,70, uma diferença de R$ 1,73 ou cerca de 29% entre o menor e o maior valor.
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Fonte: rjnoar.com.br
Everson Costa, supervisor técnico do Dieese Pará, explica que essa alta resulta da combinação de vários fatores: reajustes na cadeia de distribuição e revenda, oscilações nos preços internacionais do petróleo, variações cambiais e custos logísticos. No Pará, o transporte e a logística têm peso maior devido às grandes distâncias e às dificuldades de abastecimento em alguns municípios. Além disso, a concorrência regional influencia para que os preços no interior permaneçam, muitas vezes, superiores aos da Região Metropolitana de Belém.
Sindicombustíveis destaca influência do cenário internacional
O Sindicombustíveis-PA informou que não monitora os preços praticados nos postos por restrições legais, mas ressaltou que, segundo dados nacionais da ANP, o preço médio da gasolina teve leve recuo na última semana no Brasil, apesar de continuar em trajetória de redução no acumulado do mês.
O sindicato atribui as oscilações às incertezas geopolíticas envolvendo o mercado internacional do petróleo, principalmente diante das mudanças de cenário no Oriente Médio. Também apontou que a valorização de derivados no mercado externo e as restrições na oferta global afetam os custos dos combustíveis ao longo da cadeia de abastecimento.
