Expansão dos imóveis compactos impulsiona o mercado imobiliário em Belém
O mercado imobiliário de Belém vive uma transformação marcada pela crescente procura por imóveis compactos. Essas unidades menores surgem como alternativa estratégica para quem busca moradia prática e para investidores focados em geração de renda e valorização patrimonial. A valorização dos imóveis e o dinamismo do setor na capital paraense são os motores dessa tendência.
Segundo o Censo Imobiliário do Sinduscon-PA (Sindicato da Indústria da Construção do Pará), Belém finalizou 2025 com um Valor Geral de Vendas (VGV) lançado de cerca de R$ 2,3 bilhões, representando uma alta expressiva de 81,9% em relação ao ano anterior. A capital recebeu 16 novos empreendimentos verticais, reforçando a expansão do segmento.
Valorização imobiliária e desafios no mercado de locação
A valorização dos imóveis em Belém está entre as mais significativas do país. O Índice FipeZAP indica que a capital paraense registrou alta de 13,43% no acumulado dos últimos 12 meses, ficando atrás apenas de Fortaleza, que teve 13,46%. No segmento de locação, o aumento do aluguel residencial alcançou 17,62% em 2025, cenário que reforça o interesse por imóveis que gerem renda consistente.
Entretanto, o crescimento do mercado enfrenta obstáculos relacionados à concentração dos lançamentos em faixas de preço mais elevadas. O Sinduscon-PA aponta que o custo dos terrenos, somado às despesas com obras e impostos, dificulta o desenvolvimento de projetos em faixas de preço mais baixas, especialmente nas áreas centrais da cidade.
Perfil do consumidor e inovação nos produtos imobiliários
A criação de novos empreendimentos passa a considerar aspectos como localização, preço e hábitos de consumo. Essa mudança reflete a demanda crescente por imóveis que atendam tanto quem busca moradia quanto investidores interessados em rentabilizar seus recursos ou valorizar o patrimônio.
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Fonte: ocuiaba.com.br
O Dieese Pará (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que, entre janeiro e maio deste ano, o setor da construção civil no estado registrou 33.122 admissões e conta atualmente com 98.348 trabalhadores formais, demonstrando a relevância econômica do segmento para o Pará.
Investimentos alinhados ao perfil do mercado
Túlio Damasceno, diretor-executivo e sócio-proprietário de uma empresa imobiliária local, destaca a importância de alinhar os projetos às necessidades dos consumidores e ao cenário econômico. Segundo ele, “todos os nossos projetos são pensados, prototipados e idealizados em função da necessidade do público. O produto imobiliário não é algo linear, é uma estrutura complexa que considera expectativa, capacidade e o ciclo econômico”.
Um exemplo recente citado por Damasceno é um empreendimento no bairro do Marco, que ocupa cerca de 2 mil metros quadrados de um terreno de 9 mil metros. O projeto reúne estúdios e apartamentos de dois quartos, integrando um masterplan que prevê entre três e quatro empreendimentos para a área.
O grupo de Damasceno planeja lançar, ainda este mês, um novo empreendimento com apartamentos de dois quartos e unidades com suíte, na faixa de R$ 270 mil, dentro do segmento Minha Casa, Minha Vida. O projeto inclui um rooftop e atende à demanda atual do mercado.
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Fonte: decaruaru.com.br
Valorização e sustentabilidade como fatores decisivos
Damasceno observa que muitos compradores buscam imóveis para gerar renda por meio de locação, seja de curta ou longa temporada, enquanto outros acompanham a valorização durante o desenvolvimento para revenda futura. A empresa projeta valorização entre 50% e 70% entre o lançamento e a entrega das chaves.
A localização também ganha relevância, principalmente diante do impacto dos deslocamentos diários. “Dependendo do centro urbano onde a pessoa viva, ela pode perder até dez anos se deslocando. O maior ativo que temos é o tempo”, afirma Damasceno.
Outro diferencial dos novos empreendimentos é a preocupação com a sustentabilidade. Um projeto recente da empresa conquistou o Selo Casa Azul + Caixa, da Caixa Econômica Federal. Essa certificação reconhece práticas socioambientais em projetos financiados, incentivando o uso consciente de recursos naturais na construção civil.
Além das ações ambientais, o empreendimento envolve iniciativas sociais, como a doação de uma cesta básica para cada unidade comercializada. O projeto está próximo de 90% de comercialização, refletindo a aceitação do mercado por esse modelo inovador.
