Intenções de voto para o primeiro turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas pesquisas eleitorais, com 39% das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, segundo levantamento da Indexa/Broadcast divulgado nesta quarta-feira, 30. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 34%. Em comparação à pesquisa anterior, realizada em 15 de setembro, Lula avançou um ponto percentual, enquanto Flávio Bolsonaro manteve sua porcentagem. Dessa forma, a diferença entre os dois candidatos aumentou de quatro para cinco pontos percentuais.
Histórico das pesquisas e cenário do segundo turno
Esta é a terceira pesquisa realizada pela parceria entre Estadão/Broadcast e Indexa Pesquisas, que apresenta dados exclusivos sobre a corrida presidencial. Desde maio, Lula oscilou dentro da margem de 38% a 42%, retomando agora o patamar de agosto com os atuais 39%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, oscilou entre 30% e 34% nesse período, mantendo os 34% nas três últimas rodadas.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica um empate técnico, com 43% para o presidente e 42% para o senador. A distância entre os dois candidatos neste cenário diminuiu para apenas um ponto percentual em setembro, a menor registrada desde o início da série em maio.
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Confrontos com outros candidatos e análise regional
Lula aparece numericamente à frente em todos os outros cenários simulados contra adversários, embora os resultados apontem empate técnico com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o escritor Augusto Cury (Avante). Contra Caiado, o presidente registra 43% das intenções, contra 40% do adversário. No duelo com Cury, Lula mantém 41%, e o adversário, 39%. Já no confronto com Romeu Zema (Novo), o presidente tem 43%, enquanto Zema alcança 36%, com pequenas oscilações em relação à rodada anterior. Diante do influenciador Renan Santos (Missão), Lula tem 44%, contra 38% do adversário.
O levantamento também revela diferenças significativas por sexo e região. Entre as mulheres, Lula lidera com 45% contra 40% de Flávio Bolsonaro; já entre os homens, o senador registra 44%, e o presidente, 39%. Regionalmente, Lula atinge 53% no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro conta com 36% nessa região. No Sul, a vantagem é do senador, que registra 47% contra 36% do presidente. No Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera com 56%, frente a 29% de Lula. No Sudeste, Flávio tem 43% e Lula, 39%. No Norte, Lula alcança 47%, contra 38% do senador.
Perfil dos eleitores e rejeição aos candidatos
Entre católicos, Lula possui 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 38%. Já no segmento evangélico, o senador lidera com 52%, e o presidente registra 32%. Quanto à renda familiar, Lula lidera entre aqueles que ganham até dois salários mínimos, com 47%, contra 34% do adversário. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro tem 48%, frente a 39% de Lula.
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O índice de rejeição ao presidente Lula é de 50% entre os eleitores que afirmam que jamais votariam nele, um ponto percentual acima da rodada anterior. Entre os entrevistados, 36% dizem que com certeza votariam em Lula, percentual estável, enquanto 12% poderiam votar no presidente, uma queda em relação aos 14% anteriores. No caso de Flávio Bolsonaro, 33% afirmam que votariam com certeza nele, e 14% poderiam escolhê-lo, mantendo os índices da pesquisa anterior.
Temores e perspectivas sobre a disputa eleitoral
A pesquisa também perguntou sobre os receios dos eleitores em relação ao pleito atual. Um novo mandato de Lula foi citado como preocupação por 40% dos entrevistados, ante 38% na pesquisa anterior. A volta da família Bolsonaro ao poder preocupa 39%, contra 36% anteriormente. Outros 8% manifestaram temor em relação às duas possibilidades, percentual ligeiramente inferior ao de setembro, enquanto 10% afirmaram não ter medo de nenhuma das alternativas.
Sobre a continuidade do governo, 54% responderam que Lula não merece mais quatro anos de mandato, número estável, enquanto 40% acreditam que ele merece seguir no cargo, com leve aumento em relação à pesquisa anterior. A decisão do voto também foi abordada: 38% dos entrevistados afirmam que escolhem o candidato preferido, 22% votam para evitar que outro candidato seja eleito, e 32% indicam que consideram ambos os motivos de forma equilibrada. Ainda, 5% não decidiram em quem votar, e 3% não souberam ou não opinaram.
