Marcha das Mulheres em Belém: Uma Expressão de Resistência
No último domingo (8), Belém foi palco de uma significativa manifestação, a Marcha das Mulheres, que atraiu dezenas de participantes. O evento, que marca o Dia Internacional da Mulher, teve como principal bandeira a luta pelo fim da violência de gênero e pelos direitos das mulheres. As manifestantes percorreram ruas da capital paraense, reafirmando a urgência de combater o feminicídio e outras demandas sociais.
Uma das participantes, ao se dirigir ao público, enfatizou: “O Dia 8 de Março não é dia de ganhar flores, mas sim um dia de luta, de resistência e de dizer chega à misoginia”. Essa mensagem ressoou entre as mulheres presentes, que se uniram em um clamor por justiça e igualdade.
O ato foi marcado pela presença de um carro de som que facilitou a abertura de falas, além de uma variedade de cartazes e faixas. A maioria das mensagens expostas pedia o fim da violência contra a mulher, e também houve chamados pelo fim das guerras e por um mundo mais justo.
A concentração aconteceu na Escadinha das Docas, onde as participantes se reuniram por volta das 9h. Em seguida, o grupo partiu em direção à Praça da República, um trajeto que simboliza a luta contínua das mulheres no Brasil. Durante a marcha, foi destacado o alarmante aumento dos casos de feminicídio no país, que registrou um crescimento preocupante nos últimos anos.
A temática do movimento em 2024 incluiu o lema “Mulheres Vivas contra o Feminicídio, o Imperialismo e a Transfobia. Pela soberania dos Povos e o fim da Escala 6×1”. Esse tema reflete a interseccionalidade das lutas, reconhecendo que as mulheres mais vulneráveis, como as pobres, negras, indígenas e trans, são as que mais sofrem com a violência e a precarização das condições de vida.
Embora não tenha sido divulgada uma estimativa do público presente, o ato foi um claro sinal da mobilização social em torno das questões de gênero, permitindo que vozes que muitas vezes são silenciadas fossem ouvidas. As ativistas ressaltaram a importância de continuar essa luta não apenas no Dia Internacional da Mulher, mas ao longo de todo o ano.
Assim, a marchas em Belém e em outras cidades brasileiras não são apenas uma celebração, mas uma afirmação de que a luta por direitos e por uma vida sem violência deve ser constante. A mobilização reflete a determinação de um movimento que, a cada ano, se fortalece e se diversifica, buscando justiça e igualdade para todas as mulheres.
