Crescimento da população ocupada e queda da desocupação
O mercado de trabalho no Pará passou por mudanças profundas entre 2012 e 2025. O número de trabalhadores aumentou 16%, saindo de 3,241 milhões para 3,761 milhões de pessoas, segundo o Suplemento de Características Adicionais do Mercado de Trabalho da PNAD Contínua, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir de 2018, a população ocupada voltou a crescer, atingindo seu maior patamar em 2024 e mantendo-se estável no ano seguinte. A taxa de desocupação, por sua vez, alcançou o menor registro da série histórica no Pará, refletindo uma retomada consistente no mercado local.
Mulheres ocupadas avançam e setores de serviços se consolidam
O avanço da ocupação inclui destaque para as mulheres, cujo contingente cresceu mais rápido que o dos homens entre 2012 e 2025. A diferença na distribuição entre gêneros diminuiu em um ponto percentual, evidenciando uma maior inclusão feminina no mercado de trabalho paraense. No âmbito das atividades econômicas, os setores de serviços e administração pública expandiram a oferta de vagas em cerca de 125 mil postos, ganhando espaço significativo. O comércio e a reparação de veículos mantiveram-se como o principal grupo de atividades, reunindo 20,5% dos trabalhadores em 2025. Já a agropecuária perdeu importância relativa, saindo da segunda posição para dar lugar a atividades ligadas à administração pública, educação e saúde.
Maior escolaridade e mudanças na composição empresarial
Outro ponto que chama atenção é a evolução da escolaridade dos trabalhadores. Em 2012, apenas 30% da força ocupada tinha ensino médio completo ou superior incompleto; esse número saltou para 41,1% em 2025. Paralelamente, a parcela de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 44,8% para 27,9%. Essa mudança representa um avanço importante para a qualificação da mão de obra local, impactando diretamente a produtividade e as oportunidades de emprego.
Na estrutura empresarial, os microempreendimentos privados, com até cinco empregados, continuaram dominando o mercado de trabalho, concentrando 62,9% da ocupação em 2025, ligeiramente acima do registrado em 2012. Pequenas e médias empresas mantiveram participação estável, enquanto as grandes empresas privadas reduziram sua fatia para 19,3% dos ocupados, uma queda de 1,1 ponto percentual.
Formalização cresce, mas ainda abaixo da média nacional
A formalização do trabalho avançou no Pará, com o percentual de empregadores e trabalhadores por conta própria registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passando de 8,6% em 2012 para 11,8% em 2025. Apesar desse progresso, o índice estadual permanece abaixo da média nacional, que avançou de 24% para 35% no mesmo período. Entre as mulheres paraenses, a formalização alcançou 15,4%, superando em 5,3 pontos percentuais a dos homens, o que indica maior inserção feminina no trabalho formal.
Estabilidade na sindicalização e mudanças nos locais de trabalho
Depois de anos de queda, a taxa de sindicalização no Pará estabilizou em 9% em 2025, segundo dados do IBGE. Entre 2012 e 2025, a diferença entre homens e mulheres sindicalizados diminuiu, passando de 2,7 para 1,5 ponto percentual. Quanto ao local de trabalho, o estabelecimento próprio do empreendimento continua sendo o principal ambiente para o exercício das atividades, com 45,8% dos ocupados em 2025, uma leve queda em relação a 2012. O trabalho em fazendas reduziu sua participação, enquanto cresceu a parcela de trabalhadores que executam suas funções em locais determinados por empregadores, patrões ou clientes, passando de 13,4% para 17%.
