Início da carreira e transformação artística
Bonnie Tyler, conhecida mundialmente pelo hit “Total Eclipse of the Heart“, faleceu aos 75 anos, deixando um legado significativo na música pop. Sua trajetória começou precocemente, quando abandonou a escola aos 16 anos para trabalhar em um mercado. Em 1969, um concurso de talentos local lhe deu o primeiro impulso para a carreira musical, após conquistar o segundo lugar. Antes de se lançar como artista solo, Tyler atuou como backing vocal para Bobby Wayne & the Dixies e formou sua própria banda, Imagination.
Para evitar confusão com outra cantora folk, Mary Hopkin, ela alterou seu nome para Sherene Davis. Em 1975, sua performance com a banda chamou a atenção do olheiro Roger Bell, que a convidou a gravar uma demo em Londres. Após meses, a RCA Records a contratou, sugerindo uma nova mudança de nome. Foi assim que surgiu Bonnie Tyler, nome escolhido a partir de uma lista de nomes e sobrenomes em um jornal.
Primeiros sucessos e a voz marcante
O primeiro single, “My! My! Honeycomb”, lançado em 1976, não obteve sucesso comercial. O segundo, “Lost in France”, alcançou o 9º lugar nas paradas do Reino Unido, impulsionado por uma estratégia promocional da RCA que incluiu um jantar com 30 DJs e jornalistas em Le Touquet, França. O terceiro single, “More Than a Lover”, apesar de ter sido vetado por sua temática sexual em um programa infantil britânico, chegou ao 27º lugar nas paradas.
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Seu álbum de estreia, “The World Starts Tonight”, não teve destaque no Reino Unido, mas atingiu o 2º lugar na Suécia. Em 1977, Tyler passou por cirurgia para remover nódulos nas cordas vocais e foi orientada a repousar a voz. Contudo, um grito de frustração durante a recuperação resultou em seu tom rouco característico, que se tornou sua marca registrada.
Ascensão internacional e parcerias de destaque
O sucesso internacional veio com “It’s a Heartache”, em 1977, que alcançou o 4º lugar no Reino Unido e o 3º na Billboard Hot 100 americana. Em 1978, realizou sua primeira turnê nos Estados Unidos, abrindo shows para Tom Jones no Greek Theatre, Los Angeles. Em 1979, representou o Reino Unido no Festival Mundial de Canções Populares da Yamaha, no Japão, conquistando o Grand Prix Internacional com “Sitting on the Edge of the Ocean”.
Após o fim do contrato com a RCA, em 1982, Bonnie Tyler assinou com a CBS Columbia e passou a trabalhar com o produtor Jim Steinman. Foi ele quem escreveu e produziu “Total Eclipse of the Heart”, lançado em 1983, que se tornou um dos singles mais vendidos do Reino Unido, superando seis milhões de cópias. O álbum “Faster Than the Speed of Night” estreou no topo das paradas britânicas e alcançou o 4º lugar na Billboard 200, vendendo mais de um milhão de unidades nos EUA.
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Legado cultural e engajamento social
Em 1984, Tyler lançou “Holding Out for a Hero”, parte da trilha sonora do filme “Footloose”. No ano seguinte, foi indicada ao Grammy por “Here She Comes”, tema da restauração do clássico “Metrópolis” (1927), de Fritz Lang. Na década de 1980, colaborou com nomes como George Martin, Elton John e Mike Oldfield, além de gravar um dueto com o cantor brasileiro Fábio Jr. em “Sem Limites para Sonhar”.
Bonnie Tyler e seu marido Robert Sullivan adquiriram propriedades em Portugal e na Nova Zelândia, além de manter residência em Londres. Mesmo com uma carreira longa, ela continuou produzindo e se apresentando. Em 2022, realizou sua primeira turnê pelo Brasil, passando por Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em 2023, lançou o álbum “Together”, produzido por David Guetta e Hypaton, que teve destaque nas paradas francesas.
Além da música, Tyler se envolveu em causas sociais, participando de grupos beneficentes como o Projeto Anti-Heroína, Ferry Aid e Rock Against Repatriation. Também apoiou campanhas para crianças com paralisia cerebral, vítimas do tsunami no Oceano Índico e da pandemia de COVID-19, demonstrando compromisso com ações humanitárias ao longo de sua vida.
