Avanços do Programa Habitacional no Pará
No último dia 9, durante o X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, realizado em Belém, o ministro das Cidades, Jader Filho, anunciou que o Pará deve contratar até 18 mil moradias por meio do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ até 2026. Este evento contou com a presença de importantes figuras do setor, como o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, e o presidente do Fórum, Marcos Antônio Costa Buarque de Holanda.
Segundo Jader Filho, este número representa um crescimento expressivo em comparação aos anos anteriores, resultado das mudanças implementadas pelo governo federal para facilitar o acesso de famílias de baixa renda ao financiamento habitacional. O ministro destacou que este avanço reflete um esforço conjunto com o setor da construção civil e instituições financeiras, permitindo uma maior inclusão nesse programa habitacional.
Impactos do Programa em Nível Nacional
Desde a reativação do ‘Minha Casa, Minha Vida’ sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais de 2,23 milhões de moradias foram contratadas em todo o Brasil. Destas, cerca de 1,3 milhão de famílias já residem em suas novas casas, enquanto aproximadamente 1,2 milhão de unidades habitacionais estão em construção. O ministro revelou que o Pará iniciou 2023 com aproximadamente 1.300 financiamentos do programa e, em 2025, já contabilizava 8 mil casas. A expectativa é que esse número atinja 18 mil até 2026.
“Estamos vendo um crescimento notável e isso é reflexo da parceria que estabelecemos com o Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção e a Caixa Econômica Federal. Estamos ampliando o acesso das famílias ao programa”, afirmou Jader Filho.
Melhorias no Acesso e Financiamentos Habitacionais
Entre as principais mudanças promovidas no programa, o ministro ressaltou o aumento do subsídio para entrada no financiamento habitacional, que passou de R$ 55 mil para R$ 65 mil. Essa alteração visa facilitar ainda mais o acesso de famílias de baixa renda ao crédito necessário para a aquisição de suas casas. Adicionalmente, as taxas de juros também foram reduzidas, alcançando a menor taxa da história dos programas habitacionais no Brasil, com uma taxa de 4% para as regiões Norte e Nordeste.
“Essas modificações são essenciais para garantir que mais famílias possam participar do ‘Minha Casa, Minha Vida’. Assim, 2026 promete ser um ano histórico para o setor habitacional no Brasil”, declarou o ministro, confiante nos resultados dessas iniciativas.
Crescimento da Participação do Norte no Programa
Jader Filho também mencionou que a participação da região Norte no uso dos recursos do programa tem aumentado consideravelmente. Em 2023, apenas 1,3% dos recursos do FGTS destinados ao ‘Minha Casa, Minha Vida’ eram aplicados na região, mas esse percentual subiu para 8% em 2026. No que diz respeito ao Pará, o estado já ultrapassou a meta de 4,1% estabelecida pelo programa, alcançando 4,3%.
Encontro em Belém e Futuro do Setor Habitacional
Durante o evento, Marcos Antônio Costa Buarque de Holanda, presidente do Fórum, enfatizou a relevância de Belém como sede da décima edição do encontro, destacando o crescimento substancial do setor habitacional nas regiões Norte e Nordeste. “Entre 2022 e 2026, o número de imóveis financiados no Pará cresceu 103%. Já para as regiões Norte e Nordeste, esse aumento foi de 58%”, acrescentou.
O avanço do programa habitacional é o resultado de uma parceria eficaz entre o governo federal e o setor da construção civil. O fórum teve a oportunidade de apresentar sugestões que levaram à concretização desses avanços, permitindo que o ‘Minha Casa, Minha Vida’ chegasse a quem mais precisa.
Desafios e Oportunidades para o Futuro
A articulação política necessária para impulsionar esses avanços na construção civil no Pará foi um dos temas abordados durante o encontro. O deputado federal Keniston Braga (MDB-PA), presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, destacou a importância de unir esforços em prol do crescimento das regiões Norte e Nordeste. “Precisamos de uma convergência entre os investimentos públicos e privados para atenuar o déficit habitacional no Brasil”, afirmou.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, também reforçou que a expansão do programa nas regiões Norte e Nordeste superou a representação econômica dessas áreas no PIB nacional. “O avanço do ‘Minha Casa, Minha Vida’ reflete um crescimento de quase 27%, muito além dos 20% que essas regiões representam no PIB”, enfatizou, destacando que essas melhorias não aconteceram por acaso, mas sim devido a uma reestruturação cuidadosa que levou em conta os desafios enfrentados anteriormente.
