Pedido oficial para intensificar combate a queimadas
A Prefeitura de Santarém encaminhou um pedido formal aos governos estadual e federal solicitando reforço emergencial nos meios de prevenção e combate a queimadas e incêndios florestais que afetam o município e a região do Baixo Amazonas. A solicitação foi feita por meio do Ofício nº 291/2026-GAP/PMS, assinado pelo prefeito José Maria Tapajós na sexta-feira (16), e direcionada ao governo do Estado, aos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Justiça e Segurança Pública, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Contexto climático e reforço estrutural
O pedido leva em conta o cenário de estiagem severa, a queda no nível do rio Tapajós e a previsão de agravamento das condições climáticas com a intensificação do fenômeno El Niño. O objetivo é fortalecer a estrutura de prevenção e resposta aos incêndios, ampliando a capacidade de atuação para evitar que a situação se agrave, prevenindo grandes danos ao meio ambiente e à população local.
O prefeito José Maria Tapajós ressaltou que o enfrentamento às queimadas exige uma atuação conjunta e uma estrutura adequada para atender às necessidades da região. “A estiagem torna os riscos ainda maiores, o que torna urgente o reforço das equipes e dos equipamentos para combater os incêndios. Por isso, pedimos apoio dos governos estadual e federal para ampliar essa capacidade, reduzir os impactos ambientais e proteger a saúde e segurança da população”, afirmou.
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Medidas solicitadas para ampliar a resposta
Dentre as solicitações estão a disponibilização de aeronave com base operacional em Santarém para combate direto aos incêndios, o reforço do efetivo e dos equipamentos do Corpo de Bombeiros Militar, a mobilização de brigadas florestais, além de veículos e maquinário pesado para abertura e manutenção de aceiros em áreas de mata e comunidades próximas.
O município também pediu intensificação da fiscalização contra o uso irregular do fogo, a suspensão temporária das autorizações para queima controlada pelo órgão estadual e a avaliação de medida semelhante em âmbito federal enquanto persistirem as condições de risco. A proposta inclui ainda o apoio da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de fiscalização ambiental e defesa civil, além da destinação de recursos para fortalecer brigadas locais e voluntárias. Esses meios devem ser disponibilizados por 180 dias ou enquanto durar o período crítico.
Ações municipais e cooperação institucional
Por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e do Comitê Municipal de Gestão de Riscos de Queimadas e Mudanças Climáticas, a Prefeitura já realiza monitoramento das áreas de risco e focos de calor, promove educação ambiental, orienta a população e verifica denúncias. Quando há incêndios, os casos são enviados aos órgãos responsáveis pelo combate, como o Corpo de Bombeiros Militar.
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A secretária municipal de Meio Ambiente, Vânia Portela, destacou a importância da cooperação entre as instituições para ampliar a prevenção e a capacidade de resposta no período crítico da estiagem. Segundo ela, é fundamental fortalecer a integração entre órgãos municipais, estaduais e federais para enfrentar esse cenário. “A Semma atua na fiscalização, orientação e encaminhamento das ocorrências, mas as condições climáticas e a extensão do território exigem recursos adicionais, equipes e equipamentos para uma resposta mais rápida e eficaz”, explicou.
Suporte logístico e comunicação
Como contrapartida, a Prefeitura se compromete a oferecer apoio logístico às equipes mobilizadas dentro de sua capacidade orçamentária, além de colaborar com o mapeamento das áreas de risco e a comunicação de alertas à população. Essa articulação busca otimizar o uso dos recursos disponíveis e garantir uma resposta coordenada diante da ameaça crescente dos incêndios florestais.
