Queda no desmatamento reduz emissões e minimiza impactos dos incêndios
Entre julho de 2025 e julho de 2026, a diminuição do desmatamento nos biomas Amazônia e Cerrado evitou emissões de gases equivalentes à poluição anual do Japão. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou essa conquista em entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”, exibido no CanalGov da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo ele, a redução do desmatamento foi expressiva, com queda de 41,8% na Amazônia — a menor taxa desde 1988 — e de 23,8% no Cerrado.
Todos os biomas brasileiros registram redução no desmatamento
Além da Amazônia e do Cerrado, o desmatamento recuou em todos os seis biomas do país em 2025, incluindo Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa. Os números oficiais, divulgados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) no dia 16 de outubro, comprovam o avanço na preservação ambiental. De acordo com o ministro, esses resultados são uma resposta clara da sociedade brasileira ao enfrentamento dos desafios ambientais.
Combate aos incêndios florestais no Amazonas e Pará
Apesar dos recentes incêndios que atingiram áreas no Amazonas, especialmente na divisa com o Pará, os esforços coordenados entre os governos federal, estaduais e municipais conseguiram conter os focos de calor na região. No Pará, as ações ainda estão em andamento, mas já resultaram na extinção de 361 grandes incêndios florestais e centenas de focos de calor. A Casa Civil mantém uma sala de situação específica para acompanhar o combate às queimadas no estado.
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Investigação aponta indícios de ação humana e período eleitoral
As Polícias Federal, Rodoviária Federal e as forças de segurança locais seguem investigando a origem dos incêndios, que apresentam indícios de ação humana e uma possível associação com o período eleitoral. O ministro Capobianco ressaltou que, a partir do primeiro turno das eleições, houve um aumento significativo nos focos de calor, o que levanta suspeitas sobre a motivação dos incêndios. Onze pessoas foram presas no município de Autazes (AM) sob suspeita de provocarem queimadas, conforme informou a Polícia Militar local.
Penas para responsáveis por incêndios florestais
Segundo o ministro, os responsáveis pelos incêndios florestais podem ser condenados a penas que somam até quatro anos de reclusão, dependendo da gravidade dos crimes cometidos. As autoridades mantêm a investigação ativa para responsabilizar os envolvidos e evitar que esses atos comprometam a recuperação ambiental alcançada nos últimos anos.
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Os avanços no combate ao desmatamento e o controle dos incêndios são essenciais para a preservação dos biomas brasileiros e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O acompanhamento contínuo das ações e a responsabilização dos infratores são fundamentais para garantir a sustentabilidade da floresta e do cerrado.
