Aprimoramento técnico em sensoriamento remoto e análise geoespacial na Amazônia
Entre os dias 10 e 12 de março de 2026, o Laboratório de Sensoriamento Remoto da EMBRAPA Amazônia Oriental, em Belém/PA, foi palco de um treinamento voltado para os bolsistas do Projeto Deter Amazônia. O evento se concentrou na capacitação sobre o pacote SITS (Satellite Image Time Series) e o Brazil Data Cube (BDC), reunindo importantes pesquisadores e especialistas em tecnologias de análise de séries temporais de imagens de satélite. O foco principal foi o mapeamento do uso e da cobertura da terra na região amazônica.
Com a presença de instrutores experientes, como Lídia Bertolo, André Tavares e Filipe Felix, todos bolsistas do Projeto TerraClass Amazônia e vinculados à EMBRAPA Agricultura Digital, os participantes tiveram a oportunidade de explorar desde a introdução ao pacote SITS até aplicações práticas no campo do mapeamento. Um dos destaques foi um estudo de caso que se concentrou no cultivo de café em Rondônia, apresentando aos participantes exemplos concretos de como os dados de satélite podem ser utilizados para monitorar atividades agrícolas.
Durante os três dias de capacitação, os bolsistas puderam desenvolver habilidades essenciais para a criação de cubos de dados, extração de séries temporais e manuseio de conjuntos de amostras. Essas competências são fundamentais para o processamento e análise de grandes volumes de imagens de sensoriamento remoto. A estrutura do treinamento foi planejada para garantir que os participantes se tornassem proficientes no manejo dessas ferramentas sofisticadas.
A programação do evento incluiu módulos interativos que abordaram o treinamento de algoritmos de classificação de séries temporais, a avaliação de resultados e a coleta independente de amostras. Com isso, os bolsistas foram guiados em metodologias que envolvem a análise do conjunto amostral e as etapas necessárias para implementar modelos de classificação eficazes. Além disso, os participantes puderam criar projetos personalizados para o mapeamento do uso e cobertura da terra, proporcionando uma experiência prática e autônoma em análise geoespacial.
No encerramento do treinamento, houve uma troca de ideias sobre a importância das medidas de acurácia, validação de resultados, tratamento de incertezas e a introdução de novas variáveis no cubo de dados. Esses aspectos são cruciais para assegurar a qualidade científica das análises realizadas. Para os bolsistas do projeto BiomasBR, essa capacitação representa um marco na formação técnica, capacitando-os para o monitoramento ambiental da Amazônia e para a produção de informações geoespaciais altamente confiáveis.
