Copa do Mundo impulsiona vendas em Belém
As lojas de produtos esportivos em Belém estão vivenciando um aumento expressivo nas vendas, que ultrapassa 60%, motivado pela proximidade da Copa do Mundo e pela boa campanha da seleção brasileira. Itens como camisas oficiais, chuteiras e bolas estão entre os mais procurados, com algumas lojas relatando crescimento de até 100% no faturamento em comparação a períodos sem grandes competições esportivas. Esse movimento vem trazendo um fluxo maior de clientes e otimismo ao comércio local.
Demanda aquecida pela seleção brasileira
Para o empresário Karim Said Daou, dono de uma loja de artigos esportivos no centro de Belém, o período tem sido muito favorável para o setor. Ele destaca que a Copa do Mundo elevou a procura principalmente pelas camisas da seleção brasileira, que são os produtos mais vendidos atualmente. Os preços dessas camisas variam entre R$ 159 e R$ 179, conforme o modelo escolhido.
Karim explica que o aumento da demanda começou cerca de dois meses antes do início do Mundial e segue aquecido enquanto a competição está em andamento. “Registramos um crescimento de 60% a 70% nas vendas de bolas, chuteiras e, principalmente, das camisas do Brasil. Quanto mais a Copa avançava, mais as pessoas procuravam nossos produtos. As camisas da seleção são nosso carro-chefe”, afirma o empresário.
Avanço da seleção eleva ainda mais as vendas
O ritmo das vendas não desacelera com o início dos jogos. Pelo contrário, conforme o Brasil avança na competição, o interesse dos consumidores por artigos esportivos cresce. “O impacto da Copa é muito positivo para o comércio. Cada vitória aumenta a confiança e o entusiasmo dos torcedores, que buscam se equipar para acompanhar os jogos”, reforça Karim.
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Ele também conta que os lojistas costumam se preparar com antecedência, baseando-se em dados de Copas anteriores. “Fazemos pedidos de camisas, bolas e outros produtos dois a três meses antes do início da Copa para atender a demanda crescente que já é prevista nesta época”, explica.
Perfil diverso de consumidores movimenta o setor
O público que procura os produtos esportivos em Belém é bastante diversificado. Segundo Karim, entre os clientes estão adultos, jovens, crianças e até escolinhas de futebol locais. “Muitas escolinhas organizam campeonatos inspirados na Copa, dividindo equipes por seleções, e passam a comprar coletes, bolas e camisas do Brasil para os participantes. Temos crianças de cinco anos até adultos com mais de 60 anos comprando nossos produtos”, detalha.
Novos empreendedores também sentem o impacto da Copa
Lázaro Neto é um exemplo de empreendedor que inaugurou recentemente uma loja física especializada em camisas esportivas em Belém e já percebeu o efeito da Copa nas vendas. Em apenas seis meses, ele viu a procura pelos produtos aumentar significativamente desde o início do Mundial, chegando a esgotar o estoque em várias semanas, o que demandou reposição rápida.
“Nas duas semanas que antecederam a estreia do Brasil, meu faturamento cresceu bastante. Foi a minha primeira Copa, então ainda estou ganhando experiência, mas senti um movimento maior do que em edições anteriores, segundo outros lojistas”, conta Lázaro. Ele também destaca que as vendas em maio cresceram 100% e em junho 150%, se comparadas aos meses de janeiro a abril.
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Para ele, o setor esportivo é promissor, e o desejo é que a Copa aconteça com mais frequência. “Na próxima edição, estarei mais preparado para aproveitar as oportunidades”, afirma o empreendedor.
Tradição e economia na escolha da camisa da seleção
Para a consumidora Mariele Farias, vestir a camisa da seleção brasileira é uma tradição que reforça o espírito de torcida. Este ano, porém, ela está mais atenta aos preços antes de fechar a compra. “Gosto de representar o Brasil vestindo a camisa, mas estou buscando um modelo que combine com meu orçamento”, conta.
Mariele também comenta que os preços costumam subir durante a Copa devido à alta demanda e à ampla oferta de camisas. “Eu compro não só para mim, mas também para meu filho, minhas irmãs e a família inteira. É uma forma de torcer juntos, todos vestidos com a camisa do Brasil”, conclui.
