A Voz da Comunidade Latina
Karol G, uma das artistas mais reconhecidas da música latina, é a estrela da edição de primavera da Playboy, que foi divulgada nesta terça-feira (07). Em uma entrevista reveladora, a cantora colombiana não apenas posou seminua, mas também discutiu abertamente sua vida e desafios em meio a um cenário político conturbado.
Entre os temas abordados, a artista comentou sobre as controversas políticas anti-imigração dos Estados Unidos, país onde se apresentará em breve como uma das principais atrações do festival Coachella 2026. A questão da imigração é sensível e, segundo Karol, já recebeu conselhos para evitar se manifestar sobre o assunto em seus shows.
“As pessoas dizem: ‘É melhor você não fazer isso. Se fizer, talvez no dia seguinte receba uma ligação que diz: ‘Vamos cancelar o seu visto’. Você vira uma isca porque algumas pessoas querem demonstrar seu poder. Talvez eu precise ser mais cautelosa e esperar o momento certo para falar”, disse a artista, mostrando a preocupação que muitos artistas latinos enfrentam ao se posicionar sobre questões políticas nos EUA.
Apesar dos riscos, Karol G afirmou estar pronta para levantar sua voz durante o Coachella. “Para ser sincera, isso ultrapassa os limites do que eu preciso fazer para me proteger. Mas, no fim das contas, qual é o meu papel nessa situação?”, questionou, refletindo sobre a responsabilidade que sente em representar sua comunidade.
Ela ainda enfatizou que sua intenção vai além de simplesmente gritar “fora, ICE”. “Não quero dizer ‘fora, ICE’ e pronto, acabou. Quero me empenhar um pouco mais do que isso e representar a minha comunidade. Como ser humano, quero que isso tenha mais impacto”, completou a artista, demonstrando um forte desejo de engajamento social.
Karol G se posiciona como uma voz poderosa para os latinos, desafiando não apenas as normas da indústria musical, mas também as realidades sociais e políticas que afetam milhões. Sua disposição para falar sobre essas questões, mesmo diante de possíveis consequências, reafirma o papel dos artistas como agentes de mudança em tempos difíceis.
