Inflação desacelera em Belém, mas impacto no orçamento persiste
Em junho, Belém registrou uma das menores inflações do país, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A capital paraense teve alta de apenas 0,07% no mês, bem abaixo da média nacional de 0,16%. Essa desaceleração indica que os preços seguem subindo, porém em ritmo mais lento que nos meses anteriores.
No entanto, o cenário ainda é desafiador para os consumidores. O IPCA acumulado no ano em Belém chegou a 3,93%, superando a média do Brasil, que está em 3,36%. Em 12 meses, a inflação local ficou em 3,80%, enquanto a nacional atingiu 4,64%. Esses números mostram que, apesar da desaceleração recente, os custos continuam elevados e comprometem o poder de compra das famílias, especialmente as de menor renda.
Queda nos preços de alimentos e combustíveis ajuda a conter alta
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese-PA) aponta que a redução dos preços dos alimentos foi um dos principais fatores para a desaceleração da inflação em Belém. Produtos como açaí (-14,41%), café moído (-3,72%), óleo de soja (-2,78%), tomate (-2,02%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%) ficaram mais baratos no mês.
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Além disso, a queda de 2,77% no preço da gasolina também contribuiu para manter a inflação em níveis baixos na capital. Essa combinação colocou Belém entre as 16 localidades pesquisadas pelo IBGE com as menores taxas de inflação em junho.
Itens que ainda pressionam o orçamento e grupos com alta de preços
Apesar da desaceleração, alguns itens essenciais continuam com preços elevados, afetando diretamente o bolso dos consumidores. Feijão-carioca subiu 8,31%, alho 5,36% e batata-inglesa 3,57% no mês. Além disso, categorias como habitação (0,63%), energia elétrica residencial (1,53%), transportes (0,17%), saúde e cuidados pessoais (0,23%), despesas pessoais (0,25%), vestuário (0,17%) e comunicação (0,19%) registraram aumentos de preços que impactam o orçamento familiar.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que reflete a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, avançou 0,08% em Belém e 0,23% no Brasil em junho. No acumulado de 2026, o INPC soma alta de 3,75% na capital paraense e 3,48% no país. Isso evidencia que as famílias de menor renda ainda enfrentam perda de poder de compra.
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Perspectivas para a inflação e impacto na renda familiar
Para o Dieese-PA, embora a desaceleração observada em junho seja um sinal positivo, ainda é cedo para considerar a inflação sob controle. Alimentos, energia elétrica, habitação e serviços continuam consumindo parte significativa da renda das famílias, principalmente aquelas com menor poder aquisitivo.
Assim, apesar da redução no ritmo de alta dos preços, o custo de vida em Belém permanece elevado, exigindo atenção contínua para proteger o orçamento das famílias e garantir equilíbrio na economia local.
