Planejamento Financeiro: O Pilar para a Sobrevivência das Empresas
A falta de planejamento financeiro permanece como o principal fator que leva micro e pequenas empresas a fecharem suas portas no Pará. Rubens Magno, diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no estado, destaca que a confusão entre finanças pessoais e empresariais compromete a saúde dos negócios e é um dos erros mais comuns entre os empreendedores locais.
Segundo dados do Sebrae, a expectativa de vida das empresas paraenses melhorou nos últimos anos. “No passado, essas empresas não ultrapassavam dois anos de funcionamento, que é a média nacional. Atualmente, conseguimos estender esse prazo para uma média de quatro anos. Embora seja um avanço importante, ainda não é o ideal”, comenta Magno em entrevista ao Grupo Liberal.
Gestão Financeira e o Impacto no Fechamento Prematuro
O diretor atribui o encerramento precoce das atividades comerciais a falhas básicas na gestão, principalmente relacionadas ao planejamento financeiro. “Quando falo em planejamento, me refiro a várias vertentes, mas o ponto crucial é a separação clara entre o dinheiro do negócio e o dinheiro pessoal do empreendedor. Essa confusão é um problema sério que precisa ser corrigido”, alerta.
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Fonte: diretodorecife.com.br
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Essa distinção entre CPF e CNPJ, segundo Magno, é fundamental para evitar o endividamento e garantir a sustentabilidade do negócio. “Nossa capacitação busca mudar essa mentalidade, fazendo com que o microempreendedor individual (MEI) entenda a importância de retirar seu salário ou pró-labore corretamente, diferenciando os recursos pessoais dos empresariais”, explica.
Consequências do Endividamento e Caminhos para a Recuperação
Além da desorganização financeira diária, o endividamento trazido pela pandemia agravou a situação das pequenas empresas. “Muitos negócios se endividaram porque tomaram empréstimos com juros elevados e não planejaram o uso desses recursos adequadamente, o que resultou em nome sujo e dificuldade para acessar novas linhas de crédito”, destaca o diretor.
Para amenizar esse cenário, o Sebrae atua como garantidor por meio do Fundo de Amparo às Micro e Pequenas Empresas (FAMP) e colaborou com o governo na implementação do Fundo Esperança. Essas iniciativas buscam facilitar o acesso a recursos financeiros e apoiar a retomada dos empreendimentos.
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Fonte: daquibahia.com.br
O impacto dessas ações é sentir no dia a dia dos pequenos negócios, que, com planejamento e apoio adequado, ampliam suas chances de crescimento e sobrevivência no competitivo mercado local.
