Crimes virtuais atingem fortemente a Geração Z no Pará
O Pará tem registrado um aumento preocupante nos crimes virtuais direcionados à chamada Geração Z, composta por jovens entre 14 e 29 anos, que cresceram imersos no ambiente digital. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), somente em 2024 foram contabilizados 13.211 casos, número que subiu para 13.620 em 2025. Já no primeiro semestre de 2026, o registro chegou a 6.246 ocorrências. Este crescimento expressivo evidencia a vulnerabilidade desse público às fraudes online, que acarretam prejuízos financeiros significativos e afetam a confiança nas transações digitais.
Por que os jovens são os principais alvos?
Especialistas apontam que o fácil acesso às informações e a intensa participação dos jovens nas redes sociais e no comércio eletrônico elevam os riscos de golpes. A Polícia Civil, por meio da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), destaca que a faixa etária entre 20 e 29 anos sofre especialmente com falsos anúncios, impulsionados pela exposição constante a propagandas e ofertas em ambientes virtuais. Os criminosos exploram essa interação, criando falsas relações de confiança para exigir pagamentos antecipados por produtos ou serviços que nunca serão entregues.
A ação dos golpistas ocorre principalmente em dias úteis, durante o horário comercial, quando as vítimas dividem sua atenção entre trabalho ou estudos e a navegação nas redes sociais, aumentando a chance de cair em armadilhas digitais. A Segup orienta os usuários a desconfiar de contatos e ofertas suspeitas, evitar compartilhar dados pessoais e realizar transações apenas em ambientes seguros.
Fraudes online e como se proteger
Os golpes mais frequentes registrados pela Segup envolvem estelionato e tentativa de estelionato, totalizando 4.816 ocorrências em 2024, 4.693 em 2025 e 1.973 no primeiro semestre de 2026. Além disso, o Procon do Pará, responsável pela defesa do consumidor, recebeu 1.044 reclamações relacionadas a compras e contratações pela internet entre janeiro de 2025 e maio de 2026. Entre os setores mais afetados estão serviços financeiros, varejo, telecomunicações e produtos de telefonia e informática.
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Os principais motivos de reclamação envolvem problemas com cartões de crédito e débito, falhas em cursos superiores contratados online e questões relacionadas a contas bancárias, especialmente no que diz respeito à segurança e movimentação em aplicativos. Também se destacam casos de publicidade enganosa, descumprimento de ofertas, atrasos na entrega de produtos e dificuldades para reembolso.
Tipos comuns de golpes e recomendações práticas
Entre as fraudes digitais mais perigosas está o golpe do “número mascarado” (Vishing), em que golpistas simulam ligações oficiais de bancos para obter dados pessoais. A orientação é desligar imediatamente e ligar para o banco por canais oficiais, usando números impressos no cartão.
Outro risco é o “Account Takeover”, quando criminosos acessam contas por meio de senhas vazadas. Para se proteger, é fundamental usar senhas fortes e exclusivas, além de ativar a autenticação em dois fatores (2FA). Ferramentas como o verificador de senhas do Google ajudam a identificar possíveis vazamentos.
Também merece atenção o golpe do “dinheiro fácil” (Conta Laranja), que oferece pagamentos rápidos para usar a conta bancária de terceiros. Essa prática é criminosa e pode levar a consequências judiciais para quem aceita.
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Fonte: ctbanews.com.br
Como agir diante de um golpe digital
Em caso de fraude, a Polícia Civil recomenda registrar o Boletim de Ocorrência e preservar todas as evidências, como capturas de tela, dados do recebedor e comprovantes de transações. No caso de transferências via PIX, a vítima deve acionar o banco imediatamente para tentar bloquear o valor por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Essas medidas são essenciais para aumentar as chances de recuperação do dinheiro e para que as autoridades possam investigar e combater os crimes virtuais. A Segup reforça a importância de denunciar qualquer suspeita de golpe ou atividade ilegal para as delegacias especializadas.
O crescimento das fraudes digitais no Pará, especialmente contra os jovens da Geração Z, evidencia a necessidade de maior conscientização e cuidados nas transações online. Entender os riscos e adotar práticas seguras contribui para proteger o bolso e a confiança no mercado digital, impactando diretamente a economia local e a vida das pessoas.
