Seleção dos artistas do Arte Pará 2026 entra na reta final
O Arte Pará 2026 se aproxima de um momento decisivo para os artistas visuais do Estado do Pará. Desde esta segunda-feira (10), o júri da mostra competitiva do Grupo Liberal começou a avaliar os trabalhos inscritos. A expectativa cresce até a próxima sexta-feira (14), quando serão divulgados os nomes dos artistas e as obras escolhidas para compor a 42ª edição da exposição.
Coordenado pela Fundação Romulo Maiorana (FRM), o Arte Pará tem uma trajetória que remonta a 1982, quando Romulo Maiorana e sua esposa, Déa Maiorana, idealizaram um espaço dedicado a projetar a produção artística local em diálogo com outros estados brasileiros. A edição de 2026, com curadoria da artista visual Keyla Sobral, será aberta ao público no Museu do Estado do Pará (MEP), no dia 5 de novembro.
Processo de avaliação e curadoria valorizam a diversidade artística
O julgamento dos trabalhos inscritos acontece ao longo desta semana, de segunda (10) a quarta-feira (12). Na quinta-feira (13), os jurados se reúnem para definir os artistas selecionados, com o acompanhamento da curadora Keyla Sobral e da coordenação da mostra. O anúncio oficial será na sexta-feira (14).
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Para Keyla Sobral, esse é um momento em que a pesquisa artística, muitas vezes construída ao longo de anos, deixa o espaço do ateliê para ser mostrada ao público. “Cada obra selecionada amplia a narrativa da mostra e reafirma a vitalidade da arte contemporânea na Amazônia”, observa.
A curadora destaca que a seleção funciona como um exercício de escuta, em que cada inscrição representa uma voz única para reinventar o mundo. O desafio da comissão é construir uma exposição capaz de acolher diferentes poéticas, tensões e modos de existência, criando um diálogo entre as obras que desperte novas perguntas e formas de olhar.
Curadoria e produção caminham juntas até a abertura da exposição
Na avaliação do júri, a consistência da pesquisa, a força conceitual e a qualidade das propostas são critérios fundamentais. “Buscamos coerência entre pensamento, linguagem e potência inventiva”, explica Keyla Sobral. Ela reforça que a diversidade das experiências artísticas fortalece o processo, ao permitir que as obras dialoguem e produzam sentidos que ultrapassam cada trabalho individualmente.
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Após a divulgação dos selecionados, começa uma fase de diálogo entre a curadoria, os artistas e a equipe da mostra. São planejadas a expografia, o acompanhamento dos processos de produção e a elaboração da programação educativa, aspectos que preparam o terreno para a abertura da exposição em novembro.
Para Keyla, a mostra representa mais do que revelar artistas: é uma afirmação da Amazônia como território de pensamento, imaginação crítica e invenção estética. Ao longo dos meses, essa construção coletiva vem dando corpo a uma exposição que promete reafirmar o protagonismo da região na cena das artes visuais.
