Preços das canetas emagrecedoras diminuem em Belém
O valor das chamadas canetas emagrecedoras tem apresentado queda nas farmácias de Belém nos últimos meses. Profissionais do setor apontam que já é possível encontrar opções a partir de R$ 399. Essa redução está ligada principalmente a programas de descontos promovidos pelos fabricantes, parcerias firmadas com redes de farmácias e à chegada de novas marcas com medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, o que aumentou a concorrência.
Tratamento ainda pode ser caro e exige prescrição
Apesar da diminuição nos preços, o custo do tratamento pode continuar alto para muitos consumidores. Dependendo do princípio ativo e da dosagem, uma caneta pode custar até cerca de R$ 3 mil. Especialistas alertam que o preço não deve ser o único critério para escolha do medicamento, já que esses produtos exigem prescrição e acompanhamento médico para garantir a opção adequada e minimizar riscos relacionados ao uso incorreto.
Descontos ampliam o acesso aos medicamentos
A farmacêutica Anna Paula Sousa explica que os valores atuais estão abaixo daqueles praticados no início da popularização desses medicamentos. “Os preços caíram bastante. No lançamento, eram altos e o acesso era restrito. Agora, com parcerias entre farmácias e laboratórios, descontos são oferecidos pelo CPF dos clientes”, comenta.
Entre as opções mais acessíveis, medicamentos à base de semaglutida podem ser encontrados por cerca de R$ 399 com descontos, enquanto produtos com dosagens maiores chegam a aproximadamente R$ 3 mil. “O preço varia conforme a dose: quanto menor o miligrama, menor o preço. Quando a dosagem aumenta, o valor também sobe”, esclarece Anna Paula.
Combos promocionais, que permitem a compra de mais de uma caneta conforme a prescrição médica, também ajudam a reduzir custos.
Novas marcas ampliam concorrência e pressionam preços
O farmacêutico Orlando Campos ressalta que a entrada de medicamentos similares e genéricos no mercado contribui para aumentar a competição e reduzir os preços. “A quebra da patente permitiu a chegada de similares e genéricos, que já estão sendo vendidos em farmácias com perfil para esses produtos”, afirma.
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Medicamentos de referência, como o Ozempic, da Novo Nordisk, usado principalmente para diabetes tipo 2, podem ser encontrados entre R$ 900 e R$ 1 mil, dependendo da farmácia e dos descontos disponíveis. Já o Wegovy, também da Novo Nordisk e indicado para obesidade e controle de peso, ultrapassa R$ 1 mil conforme a dosagem.
Entre as novidades está o Ozivy, da EMS, apontado como a primeira semaglutida sintética produzida no Brasil, com preços entre R$ 452 e R$ 464 por caneta avulsa, além de kits promocionais vinculados ao programa do laboratório. Outras marcas aprovadas incluem Zempneo, Semavy, Owozy, Seemasun, Orsema e Semaclique, cujos preços ainda dependem da regulamentação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Procura permanece alta em Belém
O mercado das canetas emagrecedoras segue em alta demanda. Anna Paula destaca que as duas principais classes de medicamentos disponíveis em farmácias — semaglutida e tirzepatida — são as mais procuradas. “A chegada dessas canetas representou uma revolução e foram muito buscadas”, comenta.
Ela estima que o custo mensal para iniciar o tratamento comece a partir de cerca de R$ 500, variando conforme o medicamento, dosagem e estratégia definida pelo médico. A presença de opções mais acessíveis não significa que todos os tratamentos tenham custo similar, já que o aumento progressivo da dose pode elevar o valor ao longo do tempo e medicamentos de referência mantêm preços mais altos.
Venda requer receita médica e controle rigoroso
Mesmo com preços mais baixos, as canetas emagrecedoras não podem ser adquiridas livremente. A venda exige prescrição médica com retenção da receita. “Não é possível comprar na farmácia sem receita válida, que tem validade de 90 dias”, explica Anna Paula.
O farmacêutico Orlando Campos reforça que esses medicamentos têm controle especial. “A venda só ocorre com farmacêutico e mediante apresentação e retenção da receita emitida por profissional habilitado”, destaca.
Médico define tratamento adequado para cada paciente
Para a endocrinologista Cecília Coimbra, a escolha da medicação deve levar em conta as características individuais e não pode se basear apenas no preço. “O acompanhamento médico é fundamental para determinar a caneta mais adequada, a dose correta e garantir segurança durante o tratamento”, afirma.
A médica também alerta para a importância de adquirir produtos de procedência confiável, diante do aumento de casos de medicamentos falsificados ou comercializados irregularmente.
“Não basta procurar a opção mais barata; é essencial escolher um tratamento seguro, adequado e acompanhado por um profissional”, reforça Cecília.
Uso inadequado pode causar efeitos adversos
Esses medicamentos podem provocar reações indesejadas e não devem ser vistos como solução isolada para emagrecimento. Anna Paula explica que fatores metabólicos, genéticos e hábitos de vida precisam ser considerados para o sucesso do tratamento.
“Tomar a caneta não garante emagrecimento sem riscos. Pode haver perda de massa magra, sensação de fraqueza, enjoo, náuseas, diarreia ou prisão de ventre”, alerta.
Ela destaca a necessidade de exames laboratoriais e avaliação médica antes da definição do medicamento e da dosagem.
