Sazonalidade traz preços mais baixos para frutas em Belém
Com o início da safra de algumas frutas no Pará, o consumidor de Belém encontra opções mais econômicas nas feiras locais. Produtos como abacaxi, acerola, manga, melancia, tangerina e açaí apresentam queda nos preços devido ao aumento da oferta, que também garante melhor qualidade. Entretanto, frutas típicas da região, como cupuaçu e bacuri, entram em período de menor disponibilidade, o que pode elevar seus valores para quem insiste em consumi-las fora da safra.
Dados do Dieese-PA indicam queda expressiva nos preços
Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) aponta que, em agosto de 2026, diversas frutas registraram redução de preços frente ao mês anterior. O abacaxi, em safra, teve queda de 5,64%, comercializado a R$ 9,03 a unidade. A manga rosa caiu 6,81%, com preço médio de R$ 11,49 o quilo, enquanto a melancia teve baixa de 1,15%, vendida a R$ 4,30 o quilo.
A acerola também sofreu leve redução, com preço médio de R$ 9,89 o quilo (-0,10%). A tangerina destacou-se pela queda de 10,10%, passando a custar R$ 10,41 o quilo. O Dieese-PA relaciona essa diminuição principalmente ao aumento sazonal da oferta, que alivia o orçamento das famílias.
Feira da 25 mostra variação nos preços e disponibilidade
Na Feira da 25, em Belém, feirantes confirmam a influência da safra na oferta. Antônio Ferreira destaca que frutas como mamão, banana, melancia, abacaxi, ata e tangerina estão com maior disponibilidade. Segundo ele, o mamão custa R$ 10 o quilo, enquanto a tangerina é vendida em promoções como três unidades por R$ 10 ou sete por R$ 20. A banana varia entre R$ 15 e R$ 30 na safra.
A melancia é apontada como uma das opções mais baratas, com preço próximo a R$ 4 o quilo. Já a ata, fruta importada do Sul do país, apresenta valor elevado, em torno de R$ 25 o quilo. O vendedor também destaca que frutas tradicionais da região, como cupuaçu, pupunha, bacuri, mangas regionais e pitaya, estão fora da safra, o que reduz sua presença e pode aumentar os preços.
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Frutas regionais e seus ciclos de produção
Outro comerciante da Feira da 25, José Costa, comenta que algumas frutas amazônicas ainda aparecem nas bancas, mas a disponibilidade depende da região produtora. Ele menciona a manga regional e a manga bacuri, comercializadas a três unidades por R$ 5 ou sete por R$ 10. A pitaya tem mostrado queda no preço, custando atualmente R$ 25 o quilo, ante R$ 35 anteriormente.
José também prevê a chegada de novas safras, como murici e taperebá, que devem aparecer em breve no mercado local. A goiaba vermelha é vendida a R$ 12 o quilo, enquanto a tangerina tem preço de R$ 15 o quilo em sua banca.
Frutas fora da safra tendem a encarecer
Algumas frutas apresentam ciclos de produção curtos ou específicos, o que impacta diretamente seus preços ao longo do ano. O cupuaçu, por exemplo, tem safra principal de janeiro a maio, enquanto o bacuri fica disponível entre o fim de dezembro e março, com pico nos primeiros meses do ano.
O açaí, item essencial na alimentação paraense, está em safra de julho a dezembro, período em que a oferta aumenta e os preços tendem a cair. A manga regional acompanha esse calendário, enquanto a laranja pera tem safra mais prolongada, entre maio e janeiro, com destaque para a produção em Capitão Poço.
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Fonte: joinews.com.br
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Comparativo de preços entre Dieese-PA e feirantes da Feira da 25
O Dieese-PA apontou preços médios para diversas frutas em agosto de 2026, como o abacaxi a R$ 9,03 por unidade (queda de 5,64%) e a manga rosa a R$ 11,49 o quilo (-6,81%). Já os feirantes da Feira da 25 vendem abacaxi por cerca de R$ 12 a unidade, enquanto a manga rosa está fora da safra em algumas bancas.
Outros exemplos incluem a melancia, com preço médio de R$ 4,30 o quilo segundo o Dieese-PA e R$ 4,00 na feira. A tangerina apresenta variações, com preço médio de R$ 10,41 o quilo e promoções em unidades nas bancas locais.
Impactos práticos para consumidores e mercado local
A chegada da safra eleva a oferta, reduz preços e melhora a qualidade das frutas, beneficiando diretamente o consumidor em Belém. Por outro lado, frutas fora da safra ficam mais caras e menos acessíveis, o que influencia o consumo e pode afetar pequenos comerciantes que dependem dessas mercadorias.
O cenário reforça como a sazonalidade da produção impacta a economia regional, alterando preços, renda e atividade comercial. Consumidores atentos podem aproveitar as oportunidades para economizar, enquanto produtores e feirantes ajustam suas estratégias para enfrentar períodos de maior ou menor oferta.
