Banco da Amazônia impulsiona carreira esportiva de piloto paraense
Natural de Marabá (PA), Noah tem sua trajetória no automobilismo apoiada pelo Banco da Amazônia, que financia sua participação em treinamentos e competições internacionais. O patrocínio torna possível que o jovem piloto enfrente desafios fora do Brasil, ampliando a visibilidade do estado e da região amazônica no cenário esportivo global.
Noah ressalta a importância da parceria para além do aspecto financeiro. “Eu acho massa demais! O Banco da Amazônia é da minha região, de onde eu nasci. Eu fico cheio de orgulho e falo para os meus amigos: ‘Olha só, é o banco do meu estado que me patrocina!’. Acho muito legal levar o nome do Pará e da Amazônia para as pistas”, afirma o piloto.
Origem da parceria e desafios financeiros
Winston Diamantino, pai de Noah, explica que a busca por um patrocinador surgiu ao observar projetos internacionais de jovens atletas apoiados por grandes empresas. Ele apresentou ao Banco da Amazônia a proposta de investir em um talento local com potencial para competir em circuitos fora do país.
“O Noah é paraense, nasceu em Marabá, e essa parceria permite levar o nome do Pará e da Amazônia para pistas de outros países. Também vejo uma ligação entre o automobilismo e a modernização do Banco. O kart exige tecnologia, preparação e performance. Por isso, achei que o projeto combinava com essa fase mais moderna do Banco da Amazônia. Para mim, é muito significativo poder contar com o banco da nossa terra nessa jornada”, destaca Winston.
Entre os principais desafios para manter a participação no exterior estão os custos elevados, que envolvem inscrições, treinamentos, passagens, hospedagem e logística, todos em grande parte pagos em euro. Esse aspecto reforça a importância do patrocínio para a continuidade da carreira de Noah.
O Banco da Amazônia e seu compromisso com o desenvolvimento regional
Além do esporte, o Banco da Amazônia apoia iniciativas culturais, ambientais e sociais, selecionadas por meio de editais públicos ou escolha direta, alinhadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Propostas para patrocínio podem ser enviadas pelo site oficial da instituição, sem a obrigatoriedade de inscrição em leis de incentivo.
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Trajetória de sucesso e adaptação internacional
A vitória na Itália é parte de uma trajetória marcada por conquistas expressivas. Em 2025, seu primeiro ano em campeonatos nacionais, Noah foi campeão na categoria estreantes (Rookie) e vice-campeão geral do Campeonato Paulista na categoria Mirim. Também garantiu o título de Rookie e o terceiro lugar no São Paulo Light, além do vice-campeonato, uma pole position e duas vitórias na Copa Brasil, realizada em Aracaju. No Campeonato Brasileiro, finalizou em terceiro lugar.
Em 2026, a agenda passou a incluir competições internacionais. Noah participou de eventos na Itália, como a WSK e a IAME, e nos Estados Unidos, em provas da SKUSA em Houston. No Brasil, continuou conquistando vitórias no São Paulo Light, na Copa Brasil em Imperatriz e em etapas realizadas em Birigui.
Preparação intensa no Kartódromo do Guará (DF)
O piloto treina de terça a sábado no Kartódromo do Guará (DF), com sessões diárias de aproximadamente 40 minutos acompanhadas por treinadores. Noah destaca as diferenças entre as pistas internacionais, que exigem adaptação constante. “Eu senti que as pistas da Europa têm muito grip, bem mais do que algumas pistas do Brasil. Nos Estados Unidos, as pistas são mais mistas”, comenta.
Ele observa ainda que o estilo dos competidores varia entre países. “Cada pista é diferente, então não dá para chegar achando que já sabe tudo. Tem que aprender de novo!” A concentração antes das largadas é fundamental, e Noah recorre à oração para controlar a ansiedade. “Às vezes eu rezo vários Pai-Nossos para me concentrar. E tem corrida em que eu fico rezando lá dentro do capacete também. Acho que o Pai-Nosso já conhece bem as minhas largadas!”, brinca.
Dedicação e superação nas condições adversas
Winston relata a determinação de Noah durante os treinamentos no exterior. Em janeiro, no norte da Itália, o piloto enfrentou temperaturas próximas de 5°C, com sensação térmica de menos 4°C. Apesar do frio intenso, Noah completou 300 voltas em poucos dias, mais do que o dobro da média de outros competidores.
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“Ele saía do kart chorando de frio e com os dedos doendo. Eu chamava para aquecer e descansar, mas ele queria voltar para a pista”, conta o pai.
Equilíbrio entre esporte, estudo e infância
Mesmo com a agenda intensa, a família prioriza a educação e os momentos típicos da infância. A mãe de Noah acompanha o desempenho escolar, garantindo que ele mantenha boas notas e cumpra as obrigações acadêmicas.
“Para nós, escola, esporte, igreja e infância precisam caminhar juntos. O automobilismo é uma parte”, reforça Winston.
Sonhos e planos para o futuro
Noah está programado para participar novamente da WSK Final Cup, na Itália, em novembro, com etapas em Lonato e Viterbo. Para 2027 e 2028, a meta é ampliar a presença em competições europeias e avançar para categorias superiores.
O piloto não esconde sua ambição: “Meu maior sonho é ser campeão de Fórmula 1. Não quero só chegar lá: quero ser campeão mesmo!” Até lá, pretende aproveitar cada etapa da carreira, buscando vitórias e aprendizados em cada corrida.
