Investimento na Casa Goeldi
O governo do Pará anunciou um importante repasse de R$ 1 milhão destinado à reestruturação da Casa Goeldi, um espaço com foco em pesquisa, educação e valorização dos saberes tradicionais da Amazônia. Localizada no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, a Casa Goeldi foi a residência do renomado naturalista suíço Emílio Goeldi. Na manhã de sexta-feira (24), representantes de instituições parceiras se reuniram no local para formalizar simbolicamente o repasse.
A cerimônia, que ocorreu no Parque Zoobotânico, também incluiu a assinatura do Termo de Fomento, que, junto ao Memorando de Entendimento assinado no ano anterior, assegura a execução das iniciativas e os investimentos planejados para o espaço.
Papel Estratégico da Casa Goeldi
Durante o evento, o secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, que representou a governadora Hana Ghassan, enfatizou a relevância estratégica da Casa Goeldi na promoção de conhecimento e na preservação da cultura amazônica. “A Casa Goeldi é um espaço simbólico e estratégico para a Amazônia, pois integra ciência, cultura e a produção de conhecimento sobre o nosso território. A reestruturação desse espaço é vital para preservar esse legado histórico e, ao mesmo tempo, fortalecer sua função como polo de pesquisa e de diálogo com as comunidades tradicionais”, afirmou Chagas.
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Ele também ressaltou a importância de Belém nesse cenário, destacando-a como a porta de entrada da Amazônia e um território rico em produção de conhecimento. “Valorizar e requalificar esse patrimônio é projetar o futuro. Para o governo do Estado, iniciativas como essa são prioridade, pois acreditamos que cultura e ciência são vetores essenciais para o desenvolvimento e fortalecimento da nossa identidade”, completou o titular da Secult.
Compromisso com a Sustentabilidade
O encontro contou com a presença de outras autoridades, incluindo o diretor do Museu, Nilson Gabas Júnior; o coordenador de Relações Internacionais da Representação do governo do Pará em Brasília, Unaldo Vieira de Souza; o embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock; e o diretor do Instituto Peabiru, João Meirelles.
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Durante a cerimônia, Gabas também assinou uma Declaração Institucional de Uso e Ocupação Prevista da Casa Goeldi, marcando um avanço simbólico e político na gestão de um dos mais tradicionais espaços científicos da Amazônia. Vinculado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, esse documento reforça o compromisso com práticas sustentáveis, o respeito às populações tradicionais e a valorização do patrimônio histórico e ambiental associado à instituição.
Reconhecimento do Parque como Território Indígena
Em paralelo, foi assinada a portaria institucional que formaliza o reconhecimento do Parque Zoobotânico como território indígena. A ação sublinha a importância do espaço não apenas como área de pesquisa e conservação, mas também como um território simbólico ligado à presença e memória dos povos indígenas da Amazônia. “Essa iniciativa traz um impacto significativo para as comunidades indígenas que visitam Belém e que consideram o Museu Goeldi, no Parque Zoobotânico, como um espaço onde podem expressar suas demandas e fortalecer o entrelaçamento cultural, uma das grandes características do museu”, concluiu Gabas.
