Uma jornada musical pelos anos 90
Na noite do último sábado (24), a Casa da Cultura de Santarém foi palco de uma celebração especial para a Orquestra Filarmônica de Santarém. Completando 13 anos, o grupo apresentou um concerto que revisitou os clássicos da década de 1990, em um repertório que percorreu diferentes estilos e marcou a trajetória da orquestra na cena local.
O espetáculo reuniu músicas de nomes consagrados como Mamonas Assassinas, Chitãozinho e Xororó, Red Hot Chili Peppers, Nirvana, Engenheiros do Hawaii, Los Hermanos e Djavan. O desafio foi transformar essas canções em arranjos orquestrais, valorizando a diversidade musical e aproximando públicos de várias gerações por meio da reinterpretacão.
Preparação e envolvimento dos músicos
Segundo o maestro Rafael Brito, a ideia do repertório partiu dos próprios músicos, que queriam homenagear esse período tão marcante. “Foi uma noite especial, principalmente por reunir diferentes gerações na orquestra, reconhecendo a importância de cada integrante para a história do grupo”, afirmou.
A preparação exigiu dedicação intensa. Durante a semana que antecedeu o concerto, os músicos investiram tempo em ensaios e estudo aprofundado das peças, buscando superar os desafios técnicos e garantir a qualidade da apresentação.
O trombonista Saul de Sousa destacou o empenho coletivo: “Estudamos bastante para essa apresentação. As obras são complexas, mas cada um se dedica para levar o melhor ao público”.
Contexto cultural dos anos 90 inspira o espetáculo
Além da música, a orquestra realizou uma pesquisa sobre a cultura dos anos 90 para enriquecer a atmosfera do concerto. Isso incluiu referências a moda, novelas e filmes da época, permitindo uma experiência imersiva para quem assistiu.
A flautista Megan Ribeiro ressaltou esse cuidado: “Pesquisamos as músicas, os estilos, as histórias para criar uma conexão mais profunda com o público”.
Uma trajetória que fortalece a cultura local
Ao longo de mais de uma década, a Orquestra Filarmônica de Santarém tem desempenhado um papel fundamental na formação de novos músicos e no fortalecimento do cenário musical da cidade. O grupo reúne pessoas de diferentes gerações em torno do aprendizado e da prática coletiva, consolidando seu espaço na cultura regional.
Renato Sussuarana, presidente da ALAS, reforçou essa importância: “A Filarmônica é essencial para a cultura local, oferecendo ensino musical e aproximando a população desse movimento cultural”.
Para a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), iniciativas como essa ampliam o acesso à formação artística e mantêm viva a presença da música na rotina da cidade. A secretária de Cultura, Priscila Castro, destacou que celebrar os 13 anos da orquestra é reconhecer o esforço e a dedicação de todos que fazem parte dessa história.
