Manifestantes em Ação
A Avenida Almirante Barroso, localizada em frente ao Palácio de Governo de Belém, foi interditada por manifestantes que protestam contra um projeto de lei que prevê um reajuste de 6% para os servidores públicos. Os trabalhadores consideram esse percentual insuficiente e exigem um aumento salarial maior.
Um dos servidores, que preferiu permanecer anônimo, declarou que a Secretaria de Administração e Planejamento (Seplad) não está promovendo diálogo com a categoria e estaria dificultando a filiação sindical, o que intensifica a insatisfação entre os trabalhadores. O G1 entrou em contato com a Seplad em busca de uma posição oficial, mas até o fechamento da reportagem não havia recebido retorno.
Os manifestantes, respectivamente, seguiram pela Avenida Dr. Freitas, realizando um bloqueio total na pista que se estende até a Avenida Júlio César. Essa via já enfrentava dificuldades devido à interdição para a remoção de uma passarela considerada com risco de queda.
Reajuste e Compromissos Governamentais
No início de março, o governador Helder Barbalho (MDB) anunciou um reajuste de 6% que beneficiaria aproximadamente 160 mil servidores públicos, uma medida que foi considerada um avanço na política de valorização do funcionalismo e um compromisso da gestão com o equilíbrio fiscal e o desenvolvimento econômico do estado. No entanto, os servidores argumentam que esse aumento está longe do que realmente necessitam.
De acordo com o governo, o reajuste representa uma injeção de cerca de R$ 1,3 bilhão na economia local. O Projeto de Lei referente a esse aumento foi encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) e está atualmente em avaliação pelos parlamentares.
Na última terça-feira (10), as comissões de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) e de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJRF) da Alepa aprovaram o projeto de reajuste, embora com uma maioria apertada de votos. Agora, a proposta será levada para deliberação final em plenário.
Discussões no Legislativo
A deputada Lívia Duarte, do PSOL, foi uma das vozes contrárias à proposta durante a reunião. Ela anunciou que pretende discutir emendas que possam modificar o texto original com o líder do Governo, deputado Iran Lima (MDB), antes da votação final. Segundo Duarte, estudos recentes indicam que determinadas categorias enfrentaram perdas salariais de até 37%, justificando assim a necessidade de um aumento mais significativo.
Por outro lado, o deputado Coronel Neil (PL) expressou seu apoio à proposta, mas deixou claro que irá dialogar com a liderança sobre a possibilidade de concessão de triênios para os militares, especialmente para os soldados, que atualmente contam apenas com quinquênios. Os debates no Legislativo seguem enquanto os servidores aguardam uma resposta que possa atender suas demandas mais urgentes.
