Jambo volta a movimentar feiras de Belém e aquece a economia local
O jambo, fruta que desperta forte identificação afetiva entre os paraenses, já começa a colorir as ruas de Belém com seu tom roxo intenso. A segunda safra do ano, que acontece entre julho e agosto, movimenta as feiras da capital, como a tradicional Feira da 25, na avenida Romulo Maiorana. Embora a produção seja menor que a do primeiro semestre, este período é muito aguardado tanto por consumidores quanto por vendedores, que percebem o aumento gradual na procura pelo produto.
Felipe Ferreira, 25 anos, motorista, não hesitou em garantir cinco unidades ao passar pela feira. “É época dela, né pai? Depois da manga, a melhor fruta que tem é jambo. É a fruta do paraense”, comemora, mostrando a conexão emocional que envolve o consumo deste fruto.
Preços e estratégias para fidelizar clientes
Apesar do jambo ainda estar em desenvolvimento neste início da safra, as vendas já acontecem com força. A unidade é vendida em média por R$ 2, com promoções que oferecem de sete a oito unidades por R$ 10. Josué Messias Silva, vendedor com 35 anos de experiência, destaca que o preço deve se manter, mas o tamanho da fruta tende a crescer nas próximas semanas, o que deve atrair ainda mais consumidores.
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Fonte: olhardanoticia.com.br
O abastecimento das feiras é garantido pelas comunidades ribeirinhas e municípios vizinhos como Barcarena, Tomé-Açu e Benevides. Para Josué, a apresentação visual do jambo é fundamental para conquistar clientes. “Fora a nossa manga, o jambo é o ‘queridinho’. O pessoal passa no carro, vê e já quer levar. A estética é o que chama mais atenção. A gente tenta conservar isso pro cliente, pela beleza”, afirma.
Clima favorável e sabor que conquista o paladar paraense
Originário do Sudeste Asiático, o jambo encontrou no clima quente e úmido da região Norte um ambiente ideal para se consolidar como parte da cultura alimentar local. A segunda safra complementa a colheita principal do primeiro semestre, e os consumidores geralmente preferem frutas com coloração mais escura, indicativo natural de doçura, para consumo in natura ou para uso em sucos e geleias.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
O vendedor Paulo Roberto Gomes, 34 anos, destaca que a reposição constante mantém o frescor nas barracas, com fornecimento vindo principalmente da Ilha do Combu. Ele também prevê que as vendas devem ganhar ritmo maior a partir da próxima semana, com a volta das pessoas ao comércio após o período de férias. “Ainda tem gente de férias, não tá aquele movimento todo. Em agosto, deve melhorar”, conclui.
