Super Centro Carioca de Saúde: Um Marco para a Saúde na Zona Oeste
Na última quarta-feira (18/03), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu início às atividades do Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste, localizado em Campo Grande. Com a aplicação da primeira dose de semaglutida no sistema público, esta nova unidade está projetada para atender mais de 16 mil pacientes mensalmente, reunindo especialidades médicas, reabilitação e hemodiálise em um único local. Além disso, o centro conta com um Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo, demonstrando um compromisso em aprimorar a assistência à saúde na região e diminuir o deslocamento de pacientes para outras áreas da cidade.
“Esta unidade vem para resolver uma demanda da população, especialmente em relação às especialidades médicas. Muitas vezes, ao identificar uma enfermidade nas clínicas da família, o paciente enfrenta dificuldades para acessar um atendimento especializado. Agora, aqui, teremos hemodiálise, centro de imagem e já estamos oferecendo suporte a pessoas com transtornos do espectro autista, fisioterapia e tratamentos para fibromialgia. É um espaço que promete salvar vidas e transformar a realidade de muitos”, enfatizou o prefeito Paes.
Estrutura e Funcionamento do Super Centro
O Super Centro Carioca de Saúde segue o modelo de sucesso do Super Centro de Saúde de Benfica e abriga três unidades distintas no mesmo edifício: o Centro Carioca de Especialidades (CCE), o Centro Carioca de Reabilitação (CCR) e o Centro Carioca de Hemodiálise (CCH). A operação do CCE e do CCR terá início imediato, enquanto a plena funcionalidade do conjunto está agendada para o segundo semestre de 2026.
Dentre os serviços que serão oferecidos, destaca-se o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM). Este espaço integra a estratégia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para combater a obesidade, oferecendo não apenas atividades físicas e acompanhamento clínico, mas também, em casos apropriados, medicamentos como a semaglutida, respeitando protocolos estabelecidos. Adicionalmente, serão disponibilizados centros voltados ao tratamento de dores, com foco na fibromialgia, além de acompanhamento para pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Investimento e Capacidade de Atendimento
O investimento na construção e implantação deste Super Centro alcançou aproximadamente R$ 61 milhões, dos quais R$ 50 milhões foram alocados pela Câmara Municipal. Este valor é proveniente de uma economia orçamentária significativa da Casa, que destinou R$ 100 milhões à Prefeitura no ano anterior.
“Nos últimos quatro anos, a Câmara repassou mais de meio bilhão de reais à Prefeitura, contribuindo para melhorias em saúde e educação. Essa gestão responsável dos recursos públicos é fundamental para garantir que projetos sejam realizados e que a população tenha acesso a serviços essenciais”, ressaltou Carlo Caiado (PSD), presidente da Câmara Municipal. A unidade, que possui cerca de 7 mil metros quadrados, está preparada para realizar milhares de consultas e procedimentos mensalmente.
O Super Centro funcionará de segunda a sábado, das 7h às 22h, e conta com uma equipe de aproximadamente 500 profissionais de saúde e apoio. Com isso, o equipamento fortalece o Sistema Único de Saúde na Zona Oeste, ampliando a capacidade da rede pública e contribuindo para reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados.
Serviços Especializados e Acesso ao Tratamento
O Centro Carioca de Especialidades oferecerá uma ampla gama de especialidades médicas, incluindo dermatologia, gastroenterologia, psiquiatria, endocrinologia, reumatologia, cardiologia e pneumologia. O CEOM, por sua vez, é uma referência na rede municipal para o Programa de Controle da Obesidade, prevendo mais de 25 mil atendimentos anuais.
O CCR contemplará quatro modalidades de atendimento: física, intelectual, auditiva e visual. As três primeiras iniciarão atividades imediatamente, enquanto a última deverá estar totalmente operacional até o final de 2026.
Além disso, o Centro Carioca de Hemodiálise estará preparado para realizar cerca de 50 mil procedimentos anuais, dispondo de 50 cadeiras para terapia renal substitutiva e um ambulatório pré-dialítico. O programa também expandirá a Diálise Peritoneal, permitindo que pacientes adequados realizem o tratamento em casa, oferecendo conforto e qualidade de vida.
A unidade também disponibilizará transporte para pacientes que necessitarem, com uma van que cobrirá rotas estratégicas em Campo Grande, facilitando o acesso aos serviços de saúde.
Iniciativas no Combate à Obesidade
O CEOM, ligado ao CCE, faz parte da estratégia da Prefeitura para combater a obesidade na cidade. Dados da Atenção Primária apontam que aproximadamente 68% dos adultos acompanhados apresentam sobrepeso, com 37% sofrendo de obesidade, frequentemente associada a problemas como diabetes e hipertensão.
Este centro oferece uma abordagem terapêutica multidisciplinar, que inclui atividade física, acompanhamento clínico e, quando necessário, medicamentos como a semaglutida. O programa inicia na Atenção Primária, onde o paciente é monitorado por pelo menos seis meses, focando em reeducação alimentar e exercícios supervisionados.
Os pacientes que apresentarem um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40, diabetes ou risco cardiovascular elevado serão encaminhados ao CEOM. “Os cuidados são personalizados e estamos priorizando aqueles que têm maior risco de complicações graves”, afirmou o secretário de Saúde, Daniel Soranz.
O acompanhamento no CEOM pode durar de 12 a 24 meses, envolvendo uma equipe multiprofissional e, em alguns casos, o uso de medicamentos da classe de agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida.
Recentemente, um acordo de cooperação técnica foi firmado com a fabricante Novo Nordisk para potencializar as políticas públicas de combate à obesidade na cidade, com o objetivo de garantir que o modelo de cuidado integral seja sustentável e replicável pelo SUS.
