Pará destaca-se na criação de empregos formais na Região Norte
O Pará apresentou desempenho sólido na geração de empregos formais no primeiro quadrimestre de 2026, acumulando um saldo positivo de 9.531 postos de trabalho entre janeiro e abril. Esse saldo resulta de 173.352 admissões contra 163.821 desligamentos, consolidando o estado como líder na Região Norte nesse indicador econômico. Os dados foram divulgados pelo Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará, uma parceria entre o Dieese/PA e o governo estadual, com base em informações oficiais do Caged, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho.
Em um panorama nacional, o Pará ocupa a 14ª colocação entre as unidades federativas na geração de empregos, em um ranking dominado por estados das regiões Sudeste e Sul, como São Paulo e Minas Gerais, que concentram maior atividade produtiva. A posição do Pará reflete a recuperação econômica regional e a dinâmica específica do mercado de trabalho local.
Setor de serviços impulsiona crescimento do emprego no Pará
A geração de empregos no estado é marcada pela força do setor de serviços, que lidera com 7.480 novas vagas no acumulado do ano. Áreas como logística, transportes e administração têm sido responsáveis por esse avanço, demonstrando a importância das atividades urbanas para a economia local. O comércio, segundo maior gerador, criou 1.677 postos de trabalho, refletindo o aumento da circulação de mercadorias e a retomada da atividade econômica.
A indústria também contribuiu positivamente, com 967 vagas criadas no período. Entretanto, a construção civil registrou uma leve queda, fechando o quadrimestre com saldo negativo de 62 empregos, enquanto a agropecuária acumulou perda de 531 vagas, impactada por fatores sazonais e oscilações naturais do setor primário.
Estabilidade e avanços nas contratações em abril
Ao analisar o desempenho isolado do mês de abril de 2026, o Pará manteve a tendência de crescimento, registrando um saldo positivo de 2.012 empregos formais. Foram 41.633 admissões contra 39.621 desligamentos, o que elevou o estado a 13ª posição no ranking nacional de geração de empregos no mês.
O setor de serviços continuou dominante, com 1.327 vagas criadas em abril, seguido pelo comércio, que abriu 794 postos. A construção civil reverteu o desempenho negativo do período anterior, registrando saldo positivo de 95 empregos, enquanto a indústria avançou modestamente com 19 novas vagas. A agropecuária, porém, manteve a retração, cortando 223 postos no mês.
Análise do mercado de trabalho e perspectivas para 2026
Everson Costa, supervisor técnico do Dieese/PA, avaliou que o mercado formal no Pará segue uma trajetória de recuperação moderada, impulsionada pela combinação da sazonalidade econômica com o fortalecimento progressivo das atividades urbanas e do setor de serviços. O saldo acumulado de 9.531 empregos no quadrimestre reforça essa tendência consistente de crescimento no estado.
Segundo Costa, o setor de serviços permanece como pilar principal do mercado de trabalho paraense, concentrando a maior parte das vagas criadas, especialmente em comércio, logística, transportes e administração. Por outro lado, segmentos como a agropecuária ainda enfrentam instabilidades devido às características sazonais e às oscilações produtivas típicas do setor primário.
Resumo dos dados do mercado de trabalho formal no Pará (jan-abr/2026)
Saldo acumulado: 9.531 postos (173.352 admissões e 163.821 desligamentos)
Saldo de abril: 2.012 vagas (41.633 admissões e 39.621 desligamentos)
Desempenho por setor no acumulado do ano:
Serviços: +7.480 vagas
Comércio: +1.677 vagas
Indústria: +967 vagas
Construção Civil: -62 vagas
Agropecuária: -531 vagas
Desempenho por setor em abril:
Serviços: +1.327 vagas
Comércio: +794 vagas
Construção Civil: +95 vagas
Indústria: +19 vagas
Agropecuária: -223 vagas
Esses números evidenciam a dinâmica diferenciada dos setores econômicos no Pará e apontam para uma retomada gradual do mercado formal de trabalho, com impacto direto na renda, consumo e atividade econômica regional.
