Reconhecimento oficial fortalece a cultura local
Na última quarta-feira (26), a Câmara Municipal de Belém foi palco de uma solenidade que conferiu o título de Patrimônio Cultural Imaterial a diversas personalidades e entidades responsáveis pela riqueza cultural da cidade. O reconhecimento formaliza o valor de agentes e projetos que se dedicam à preservação e difusão das tradições paraenses ao longo do ano.
Festival Psica e Lambateria ganham destaque
Dentre os homenageados, o Festival Psica, fundado em 2012, recebeu destaque especial ao integrar oficialmente a lista de patrimônios culturais do município para 2025. O festival é reconhecido por dar voz e espaço a corpos historicamente silenciados, reunindo expressões culturais da Amazônia sob a liderança dos produtores culturais periféricos Jeft Dias e Gerson Júnior. Em 2023, os irmãos estiveram entre as personalidades negras mais influentes da lusofonia, segundo a PowerList 100.
“O título amplia nossa responsabilidade. O Psica sempre foi um espaço para mostrar o Brasil pelo olhar do Norte, conectando gerações e estilos diversos. Com o Instituto e uma sede permanente, queremos ampliar o impacto, fortalecer a inclusão e alcançar novos públicos”, afirmou Gerson Dias durante a cerimônia.
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Jeft Dias ressaltou a importância do festival para a economia criativa local: “O Psica valoriza a cultura paraense e nortista nacionalmente, movimenta a economia criativa, injeta recursos nas periferias e cria oportunidades reais de renda. O Norte é diverso e plural, e o festival veio para mostrar essa força”.
Outro projeto celebrado foi o Festival Lambateria, que em 2026 completará uma década e coincide com os 50 anos da lambada. Para o idealizador Félix Robatto, o título reconhece um movimento que vai além de um evento, sendo um espaço dedicado à valorização da cultura latino-amazônica dançante.
Personalidades e grupos culturais recebem honrarias
A cerimônia também destacou a importância de outras entidades e artistas que marcam a cena cultural belenense. Entre eles, as bandas Álibi de Orfeu e Warilou, a Amazônia Jazz Band e os artistas Nilson Chaves, Mestre Verequete, Paulo André Barata e Rui Barata, cujo acervo e trajetória foram reconhecidos.
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A lista de homenageados contemplou ainda instituições educacionais e esportivas como o Colégio Tenente Rego Barros e o Pedreira Esporte Clube, além do Bloco Império Romano e as manifestações tradicionais dos Bois e Pássaros Juninos. O segmento de eventos e ritmos da capital paraense também ganhou destaque com a certificação das aparelhagens Príncipe Negro, Brasilândia e Carabao, bem como do Festival Se Rasgum.
A cultura de Belém ganha novo fôlego
Essa solenidade reafirma o compromisso da cidade com a valorização e preservação de sua diversidade cultural. Ao reconhecer trajetórias e iniciativas que movimentam a cena local, Belém fortalece não apenas a memória, mas também os espaços de circulação e acesso do público a expressões culturais essenciais para a identidade regional.
