Greve dos bancários segue firme em Belém
A paralisação dos bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia (Basa) em Belém começou no dia 4 deste mês, antecipando o movimento nacional deflagrado pela Caixa no dia 10. Nesta segunda-feira (14), Vera Paoloni, vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, informou ao Grupo Liberal que os piquetes de greve permanecem em frente às sedes das duas instituições, localizadas na avenida Presidente Vargas, e devem continuar durante toda a semana.
Negociações ainda sem avanços concretos
Segundo Vera Paoloni, a Caixa solicitou reabertura de negociações, mas ainda não indicou uma data para o reinício das conversas. Já o Banco da Amazônia não apresentou nenhuma proposta nova que permita à categoria avaliar a possibilidade de acordo. As negociações com a Caixa estão sendo conduzidas pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade que representa os trabalhadores do setor bancário em todo o país, com sede em São Paulo.
A dirigente sindical destacou que a greve nacional já começa a apresentar resultados, pois a Caixa respondeu ao ofício da Contraf-CUT informando a reabertura das negociações. Em nota, Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), ressaltou que a mobilização dos empregados foi decisiva para pressionar o banco a retomar o diálogo.
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“Essa reabertura da mesa é um passo importante e também resultado da forte mobilização dos empregados da Caixa. Agora, vamos voltar à mesa com responsabilidade, firmeza e unidade, defendendo os direitos dos empregados”, afirmou Hansen.
Conflito com comunicados da Caixa e postura do sindicato
No sábado (12), o Sindicato dos Bancários do Pará divulgou uma nota de repúdio contra comunicados enviados pela Caixa nos dias 11 e 12, que, segundo o sindicato, configuram chantagem. O banco vinculou o pagamento de direitos trabalhistas à aprovação de uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) já rejeitada pela categoria e ameaçou suprimir direitos históricos dos empregados.
O sindicato classificou essa atitude como antissindical e lembrou que a Caixa, que registrou lucro líquido de R$ 7,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, tem condições de negociar mantendo as cláusulas vigentes. A entidade exige o cancelamento imediato dos comunicados e a retomada do diálogo aberto.
“A categoria não aceitará tentativas de intimidação. Adotaremos todas as medidas jurídicas e sindicais cabíveis para coibir os atos ilegais praticados”, conclui o texto divulgado pelo sindicato.
