Expansão imobiliária em terminais de metrô
O Metrô de São Paulo escolheu a proposta da Brio Investimentos como preferencial para o desenvolvimento imobiliário em três terminais integrados: Vila Madalena (Linha 2-Verde), Vila Mariana (Linha 1-Azul) e Belém (Linha 3-Vermelha – Terminal Norte). A decisão foi tomada no fim do mês passado, abrindo espaço para que a Brio construa empreendimentos diversos, como edifícios residenciais e shopping centers, desde que aprovados pela companhia.
A empresa ficará encarregada de todo o processo, desde estudos de viabilidade até a obtenção de licenças e contratação de incorporadoras e construtoras. O Metrô, por sua vez, atuará apenas disponibilizando os imóveis, sem investir recursos financeiros diretamente no projeto.
Estrutura financeira e participação do Metrô
Para viabilizar o projeto, será criado um fundo no qual o próprio Metrô será cotista, garantindo participação nos dividendos e valorização do ativo patrimonial ao longo do tempo. O valor que a companhia deve receber ainda não foi divulgado, pois depende do tipo de empreendimento e do aporte efetivado no fundo.
Leia também: UNEB Realiza Palestra e Talk Show sobre Empreendedorismo com Helen e Hugo Costa
Fonte: daquibahia.com.br
Leia também: Codevasf anuncia investimento de R$ 104,6 milhões em infraestrutura e agronegócio no Ceará em 2026
Fonte: soudejuazeiro.com.br
Os três terminais somam 17,4 mil metros quadrados. Vila Madalena registra cerca de 42 mil passageiros por dia útil em seus 3.784 m²; Vila Mariana tem fluxo diário aproximado de 105 mil pessoas, com área de 8.276 m²; e Belém recebe cerca de 60 mil passageiros em 5.366 m². As obras que serão realizadas devem respeitar o funcionamento das estações e têm prazo máximo de cinco anos para conclusão após o início da construção.
Garantias e critérios para o projeto
O edital prevê que, em caso de insucesso, descumprimento grave ou paralisação dos projetos, o Metrô poderá liquidar o fundo e reassumir os imóveis diretamente. A escolha da Brio levou em conta o retorno econômico, menor risco, capacidade financeira e experiência da empresa em projetos imobiliários.
Patrícia Truzzi, chefe do departamento de novos negócios do Metrô, destaca que a receita não tarifária é fundamental para o equilíbrio financeiro da companhia, especialmente após a pandemia, que impactou diretamente o número de passageiros. “Ao gerar novos negócios, contribuímos para o equilíbrio financeiro da companhia”, afirmou durante a 23ª Convenção Secovi-SP.
Contexto e futuro dos empreendimentos imobiliários
Essa estratégia de rentabilização não é inédita. O Metrô já possui cinco shoppings em terrenos sob sua gestão: Metrô Tatuapé, Metrô Santa Cruz, Metrô Boulevard Tatuapé, Metrô Corinthians-Itaquera e Metrô Tucuruvi. A expectativa é ampliar esses projetos, já que a companhia administra 13 terminais urbanos, sendo que sete apresentam potencial para modelos de aluguel e desenvolvimento imobiliário, segundo Truzzi.
Essa iniciativa traduz um movimento claro de diversificação das fontes de receita do Metrô, garantindo sustentabilidade financeira e valorização dos ativos, com impacto direto na oferta de serviços e na economia regional.
