Preparação intensa para o Arte Pará 2026
O Arte Pará 2026 já definiu os 25 artistas que exporão suas obras no Museu do Estado do Pará (MEP), localizado no histórico bairro da Cidade Velha, em Belém. A abertura está marcada para 5 de novembro, e a organização está em ritmo acelerado para garantir a realização da 42ª edição da mostra. O evento, que celebra a arte contemporânea produzida no estado, é promovido pelo Grupo Liberal e coordenado pela Fundação Romulo Maiorana. A iniciativa recebe apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e tem patrocínio da Phebo e da Vale.
Este ano, a artista homenageada é Carmen Sousa, que terá parte de sua obra exposta em uma sala dedicada no evento, reforçando a valorização da produção local. Desde a divulgação dos artistas selecionados em 14 de agosto, a equipe do Arte Pará trabalha na concepção do projeto expográfico e na organização da montagem da exposição, com base na sede do Grupo Liberal, no bairro do Marco.
Logística, produção e programação paralela
Além da curadoria visual, o planejamento inclui atividades educativas e uma programação paralela que enriquecerá a experiência do público. Durante setembro, serão concluídas a produção das obras, o preparo da logística de transporte, a confecção de suportes e estruturas expositivas, além da elaboração do catálogo e dos materiais educativos.
Em outubro, o foco será a montagem da exposição e o ajuste final da expografia, garantindo um ambiente que valorize o trabalho dos artistas e receba o público com conforto e acolhimento. A curadora da mostra, Keyla Sobral, e Sérgio Oliveira, diretor de Mercado Leitor do Grupo Liberal e consultor do Arte Pará 2026, acompanham de perto essas etapas.
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“Estamos estruturando a mostra para que os artistas tenham uma exposição que destaque suas obras e que o público desfrute de um espaço acolhedor, facilitando o acesso à arte contemporânea que o evento evidencia”, comenta Sérgio Oliveira.
Artistas selecionados e contexto histórico
Os 25 artistas escolhidos para integrar a exposição são Alessandro Falco, Ana Mendes, Bruno Cantuária, Caio Paixão, Carol Abreu, Dias Jr, Diego Azevedo, Emily Guimarães, Felipe Ferreira, Flori Jacamo Hurtado, Itatiane Moraes, Jo Santos, Lucia Gomes, Luciana Lemos, Maria José Batista, Mauro Joaquim Lima, Matheus Bento, Matheus Duarte, Maurileno Sanches, Nay Jinknss, Petcho Silveira, Renee Miranda, Samir Dams, Nazas e Val Sampaio.
A abertura em novembro também celebra o aniversário de 80 anos do Jornal O Liberal, fundado pelo Grupo Liberal. O jornal e o Arte Pará compartilham a mesma origem, fruto do empreendedorismo de Romulo Maiorana (1922-1986) e de sua esposa Déa Maiorana (1934-2026). Desde 1982, o Arte Pará oferece uma vitrine para as artes produzidas no Pará, consolidando-se como referência cultural em sua 42ª edição.
O olhar singular de Rybas sobre a arte e o cotidiano
Entre os artistas com forte ligação afetiva ao Arte Pará está José Ribamar Silva Nery, conhecido como Rybas. Revelado nos anos 1980, em uma exposição no Teatro Experimental Waldemar Henrique, Rybas já participou de diversas mostras dentro e fora do Pará, acumulando prêmios no próprio Arte Pará, incluindo dois prêmios Aquisição, uma Menção Honrosa e o Grande Prêmio.
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Fonte: bahnoticias.com.br
Ele escolheu o tecido como principal suporte para suas obras, uma escolha que dialoga com a cultura popular e as tradições locais, presentes nas bandeiras, festas e vestimentas do povo paraense. Rybas explica que sua inspiração vem da observação do cotidiano e das contradições humanas, abordando temas como o desrespeito ao meio ambiente e o isolamento das pessoas, sempre com um olhar atento às questões sociais e culturais.
O artista já experimentou técnicas variadas, como óleo sobre tela, aquarela e giz de cera, mas destaca a acrílica sobre tecido como sua preferência. Seus trabalhos apresentam uma diversidade de temas, desde cenas afro-brasileiras até reflexões sobre o garimpo e o amor.
Além da produção artística, Rybas atua como educador de trânsito no Detran PA e reside há 35 anos no Distrito de Icoaraci, mantendo a pintura como uma constante em sua vida. Sua trajetória reflete a importância do Arte Pará como plataforma para a circulação da arte contemporânea na Amazônia, que abriu portas para exposições em centros importantes como o Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo.
