Aprovação do Plano de Atuação Integrada
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, na última segunda-feira (27), uma importante alteração na Lei Estadual nº 10.259/2023. Essa mudança foi proposta pelo Governo do Pará e visa a criação do Plano de Atuação Integrada (PAI) em áreas de recuperação florestal. Dentro da estratégia das Unidades de Recuperação da Vegetação Nativa, o PAI não apenas assegura melhorias ambientais, mas também promete implementar políticas públicas que elevem a qualidade de vida das populações que habitam essas regiões.
A nova legislação estabelece o PAI como um instrumento de planejamento essencial para as ações governamentais. O plano propõe uma atuação integrada entre diferentes órgãos e parceiros, levando em conta as necessidades específicas de cada localidade.
Ações Estruturadas do PAI
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Na prática, o PAI delineia um conjunto abrangente de ações que ultrapassam a simples recuperação ambiental. Entre as iniciativas previstas estão a regularização ambiental e fundiária, o pagamento por serviços ambientais, programas de restauração produtiva, além de ações para o combate a incêndios florestais e assistência técnica. Também estão inclusas medidas voltadas para a segurança territorial, serviços sociais, e investimentos em infraestrutura, saúde e educação. A coordenação do plano ficará sob a responsabilidade da Secretaria de meio ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), com a colaboração de diferentes parceiros e instituições.
De acordo com a secretária adjunta de Gestão de Águas e Clima da Semas, Renata Nobre, a aprovação dessa medida representa um significativo avanço na implementação da política ambiental. “Essa atualização permite uma atuação mais integrada no território, organizando a participação de múltiplas instituições e garantindo que a recuperação da vegetação nativa esteja associada a benefícios concretos para as comunidades”, destacou.
Integração com o Desenvolvimento Local
Esse modelo já está sendo aplicado em locais como a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, onde o Estado desenvolve o projeto da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX). Essa iniciativa pioneira no Brasil visa recuperar mais de 10 mil hectares degradados, criar cerca de 2 mil empregos e capturar 3,7 milhões de toneladas de carbono, o que equivale a aproximadamente 330 mil voos ao redor do planeta.
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Em março deste ano, o Governo do Pará assinou convênios que possibilitam a construção de 13 novas escolas, cinco unidades básicas de saúde e uma ponte sobre o Rio Triunfo, benefícios diretos da URTX. Essas obras visam aumentar o acesso, a mobilidade e a qualidade de vida das comunidades locais, além de estimular o emprego e fortalecer a economia regional.
Benefícios da Recuperação da Vegetação Nativa
A integração dessas iniciativas evidencia que a recuperação ambiental no estado está atrelada a uma estratégia ampla de desenvolvimento territorial e que traz benefícios diretos à população local. Renata Nobre enfatizou: “A recuperação da vegetação nativa não é uma ação isolada. Ela gera oportunidades, movimenta a economia local e contribui para melhorar a qualidade de vida da população quando está integrada a outras políticas públicas”.
A atualização da legislação também visa aumentar a clareza e a eficiência na execução das ações, reforçando o planejamento, o monitoramento e a transparência das políticas públicas em vigor.
Alinhamento com o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa
Essa iniciativa está em total conformidade com o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa do Pará (PRVN-PA), coordenado pela Semas e considerado uma referência no Brasil. O plano se conecta à Política Estadual sobre Mudanças Climáticas e estabelece a ambiciosa meta de recuperar 5,6 milhões de hectares até 2030, com a participação ativa de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
