Arte Pará 2026: união e protagonismo na cena cultural do Pará
O Arte Pará 2026 se prepara para abrir suas portas em novembro, em Belém, como resultado da colaboração entre diversas instituições e parceiros que atuam em prol da cultura local. Entre esses, o Museu do Estado do Pará (MEP) e o Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA) se destacam por sua contribuição fundamental para a realização da mostra, que chega à sua 42ª edição.
Iniciado pelo casal Romulo Maiorana (1922-1986) e Déa Maiorana (1934-2026) em 1982, o Arte Pará nasceu com o propósito de divulgar e valorizar a produção artística paraense e amazônica. Em 2026, a curadoria fica por conta da artista visual Keyla Sobral, e o projeto conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), além do patrocínio da Phebo e da Vale.
O papel do MEP como sede do Arte Pará
Com abertura marcada para 5 de novembro, durante as comemorações dos 80 anos do Jornal O Liberal, o evento ocupará o Museu do Estado do Pará, que terá um papel de destaque na exposição. A mostra reunirá obras de 25 artistas locais e contará com uma sala especial dedicada à artista Carmen Sousa, pioneira das artes visuais em Belém, em parceria com o MUFPA.
Bruno Silva, diretor do MEP, destaca a importância de sediar esta edição do Arte Pará, ressaltando que o evento é um espaço essencial de encontro entre artistas, curadores, instituições e público. Para ele, o Museu reforça sua vocação como lugar de diálogo, circulação e valorização da produção artística, aproximando diferentes gerações e linguagens da arte contemporânea paraense.
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O diretor também explica que a exposição ocupará o salão expositivo Antonio Parreiras, aproveitando a arquitetura e história do Palácio Lauro Sodré. A mostra não será apenas uma instalação, mas uma oportunidade para criar novos diálogos entre o acervo, a memória do Museu e a arte contemporânea apresentada.
O público terá contato com uma diversidade de linguagens e perspectivas artísticas, o que pode provocar novos olhares sobre o próprio Museu e seu papel como instituição cultural pública. A relação entre o MEP e o Arte Pará é histórica e reafirma uma parceria consolidada ao longo do tempo.
Para Bruno Silva, a colaboração entre o MEP e o Grupo Liberal é fundamental para fortalecer a cultura no Pará. Ele destaca a importância de um trabalho conjunto entre poder público, instituições culturais, iniciativa privada, artistas e sociedade para ampliar o espaço dedicado à cultura. O Museu, como instituição pública, tem o compromisso de ampliar o acesso da população à arte e ao patrimônio, e essa parceria contribui para dar visibilidade e reconhecimento à produção artística regional.
O Arte Pará atua, segundo o diretor, como uma plataforma de encontro e diálogo, e alcançar a 42ª edição é um marco que reforça o compromisso do MEP com os artistas e o público paraense.
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O legado artístico de Carmen Sousa em destaque
A artista Carmen Sousa ganha um espaço especial na edição 2026 do Arte Pará. Segundo Tadeu Costa, diretor do MUFPA, o Museu contribui com parte do acervo da artista, que inclui desenhos, pinturas, esculturas e documentos. Para o MUFPA, é uma satisfação saber que as obras de Carmen estarão reunidas em uma sala especial, permitindo que o público conheça melhor essa artista que marcou a história das artes visuais em Belém.
O acervo do MUFPA abriga obras de Carmen Sousa desde a fundação do museu, na década de 1980, sendo algumas das primeiras peças incorporadas. Tadeu destaca a relevância de apresentar ao público, especialmente às novas gerações, a produção dessa artista mulher, ainda pouco pesquisada, mas reconhecida por sua qualidade e singularidade.
Carmen Sousa, nascida em Lisboa em 1908 e falecida em Belém em 1950, deixou um legado artístico que inclui 215 obras entre pinturas, esculturas e desenhos no acervo do MUFPA. Na mostra, 25 dessas obras, junto a documentos e recortes de jornal, poderão ser apreciadas pelo público.
O diretor ressalta que o Arte Pará é um espaço de troca e conhecimento fundamental para a cena artística regional. Ele também celebra a parceria duradoura entre o MUFPA e o Grupo Liberal, que tem permitido ampliar o acesso da sociedade à produção artística do Pará e do Brasil, fortalecendo a circulação cultural e o diálogo entre público e artistas.
